<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026</id><updated>2012-02-13T16:42:05.867-02:00</updated><title type='text'>desculpe, não tenho talento.</title><subtitle type='html'>Nada dito aqui deve ser levado a sério. Deve ser levado ao forno por 30min.                                                                                                  Não se sinta culpado ao não servir, eu também não sirvo pra nada.
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O blog é ruim e os posts mais novos não vão pro topo. O limite de caracteres nessa mensagem é 500, então sobrou espaço: vendo monza 83.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>51</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-5229419745791458057</id><published>2012-01-11T00:22:00.002-02:00</published><updated>2012-02-13T16:42:05.872-02:00</updated><title type='text'>Roteiro II</title><content type='html'>Um malfeitor careca, de bigodes ou com algum traço físico repugnante qualquer treina um macaco, cachorro, porco, gato, golfinho, foca ou gambá para praticar crimes. O animal, no entanto, é de boa natureza e foge do dono depois de uma sequência de maus tratos, sendo então encontrado por uma criança pré-adolescente norte-americana que enfrenta problemas pessoais na escola, com o divórcio dos pais ou com a rejeição do irmão mais velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caoticamente, a princípio, mas depois naturalmente, os dois vivem diversas aventuras nas quais as habilidades criminais do macaco, cachorro, porco, gato, golfinho, foca ou gambá e a participação de um amigo coadjuvante são essenciais para o sucesso. Quando a criança protagonista aprende finalmente a lidar com seus problemas, tornando-se uma pessoa bem resolvida e mentalmente saudável, surge novamente o vilão malfeitor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele então rapta o macaco, cachorro, porco, gato, golfinho, foca ou gambá e o força a praticar novos crimes, mas o animal se nega (agora mais decididamente) e humoristicamente sabota o roubo; causando no dono várias contusões e queimaduras leves (além da aderência de penas em oléo que cobre o corpo do bandido). Não demora até que a polícia consiga prendê-lo (o malfeitor). O animal é então encontrado pela criança protagonista que entrementes organizara uma busca pela vizinhança com tochas e lanternas e mutirão de pessoas gritando "macaco" (ou "cachorro", "porco", "gato", "golfinho", "foca", "gambá") - busca que se prova inútil quando uma súbita lembrança de um ensinamento involuntário do animal faz a criança encontrá-lo instantaneamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De alguma forma o vilão, mesmo tendo sido pego, consegue reivindicar legalmente a posse do animal. Em meio ao julgamento de assassinatos, latrocínios, incêndios criminosos e etc. é julgado o caso da posse do macaco, cachorro, porco, gato, golfinho, foca ou gambá. Invariavelmente o juiz decide que o animal será chamado pelas duas partes concorrentes e que aquele que atraí-lo será seu legítimo dono. O vilão utiliza pasta de amendoim (independente do tipo de animal em questão, todos adoram pasta de amendoim) para sabotar o processo, mas mesmo assim o amor vence e a criança comemora a posse do amiguinho com os pais ausentes agora participantes, o irmão mais velho que agora é figura exemplo, o amigo coadjuvante que agora é namorado(a) e o povo da vizinhança que participou do mutirão. Por alguma razão qualquer, o vilão é carregado para a prisão por dois policiais (enquanto esperneia e grita que "não é justo" e que "isso não vai ficar assim", para justificar uma possível sequência).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em meio a frases de efeito e lição de moral, todos descobrem que a existência humana é uma simulação computadorizada e que o filme, na verdade, trata-se de Matrix IV.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-5229419745791458057?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/5229419745791458057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/5229419745791458057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2012/01/roteiro-ii.html' title='Roteiro II'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-2607222475533136563</id><published>2012-01-09T16:53:00.003-02:00</published><updated>2012-01-09T16:53:45.770-02:00</updated><title type='text'>Stress III</title><content type='html'>Longa viagem de carro. O motorista concentrado no trânsito na rodovia e a mulher, no carona, diz:&lt;br /&gt;- O futebol, por sua origem.&lt;br /&gt;- Quê?&lt;br /&gt;- O futebol, por sua origem. Seis letras.&lt;br /&gt;- Ah. Tem alguma já?&lt;br /&gt;- A segunda é erre e termina com ão.&lt;br /&gt;- Bretão.&lt;br /&gt;- Como?&lt;br /&gt;- Bre-tão.&lt;br /&gt;- Ah... entendi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não entendeu. Acho que nem imaginava que o esporte é inglês e, portanto, vem da "Bretanha". Logo estava reclamando:&lt;br /&gt;- Não tá fechando... aqui deveria ser um bê!&lt;br /&gt;- Onde?&lt;br /&gt;- Aqui na primeira, onde me mandou escrever "pretão"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de risadas e explicações, ficamos sabendo que ela achou que o futebol era um esporte pretão por causa dos muitos jogadores negros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-2607222475533136563?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/2607222475533136563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/2607222475533136563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2012/01/stress-iii.html' title='Stress III'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-8618569338530187680</id><published>2012-01-07T01:39:00.000-02:00</published><updated>2012-01-07T01:39:15.284-02:00</updated><title type='text'>Irritada</title><content type='html'>Barulho, na cozinha desocupada, da louça empilhada caindo por toda a pia. Na sala, ela me pergunta:&lt;br /&gt;- Por que as coisas mal-ajeitadas caem só um tempo depois?&lt;br /&gt;- Porque é assim que as coisas são, ué.&lt;br /&gt;- Elas deslizam uma sobre as outras até cair?&lt;br /&gt;- Sim, acho...&lt;br /&gt;- Que saco! - visivelmente irritada - Bem que podiam cair na hora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, seria bem mais prático.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-8618569338530187680?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/8618569338530187680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/8618569338530187680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2012/01/irritada.html' title='Irritada'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-2282844235185191189</id><published>2011-12-10T02:40:00.001-02:00</published><updated>2012-01-11T00:24:35.416-02:00</updated><title type='text'>Estranhezas II</title><content type='html'>- Com licença, posso passar na sua frente?&lt;br /&gt;- Óbvio.&lt;br /&gt;- Obrigado, com licença.&lt;br /&gt;- Óbvio que não. Olha seu carrinho, só tem cachaça.&lt;br /&gt;- E daí? Quem bebe não pode ter pressa?&lt;br /&gt;- Pode, mas eu também tenho.&lt;br /&gt;- Só vou levar duas garrafas. Você tem pelo menos uns vinte pacotes aí, vai demorar muito mais pra passar no caixa, deixa eu ir na sua frente?&lt;br /&gt;- Não, meu Doritos é mais importante que sua bebida.&lt;br /&gt;- E se eu levar só uma garrafa, posso passar na frente?&lt;br /&gt;- Nunca!&lt;br /&gt;- Com licença, posso ajudá-los?&lt;br /&gt;- Sim, esse bêbado quer passar na minha frente.&lt;br /&gt;- Eu? Eu não sou bêbado.&lt;br /&gt;- Senhor?&lt;br /&gt;- Ele, sim!&lt;br /&gt;- Eu não, mentira, eu só pedi educamente se ele me deixaria passar porque só tenho um item e ele tem uns trinta. Aqui não é a fila do caixa rápido?&lt;br /&gt;- Senhor, realmente, o senhor excedeu o limite de quinze itens. Queira se retirar da fila, por favor.&lt;br /&gt;- Nunca! Olha aqui, pega o resto, dez, doze, catorze... quinze. Pronto. Agora são só quinze no meu carrinho e os outros vão pra cestinha dele.&lt;br /&gt;- Mas eu não quero comprar esse salgadinho...&lt;br /&gt;- Senhor, não jogue os produtos nas cestas dos outros clientes. Saia da fila.&lt;br /&gt;- Ninguém te perguntou se quer ou não quer!&lt;br /&gt;- Acho que estou passando um pouco mal. Esse lugar está escuro ou é impressão minha?&lt;br /&gt;- Senhor, vou ter que pedir para que o senhor se retire.&lt;br /&gt;- Nunca!&lt;br /&gt;- E mal ventilado. Preciso de um gole.&lt;br /&gt;- Por favor, senhor, saia agora. Alô, segurança, situação na fila do caixa vinte e três.&lt;br /&gt;- Não saio daqui sem meu Doritos! Como tudo antes de me jogar pra fora!&lt;br /&gt;- Ô coisa boa, essa é das fortes!&lt;br /&gt;- Os senhores não podem abrir os produtos na loja, por favor. Segurança!&lt;br /&gt;- Ah, como eu adoro Doritos! Dá um gole?&lt;br /&gt;- Troco por um salgadinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-2282844235185191189?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/2282844235185191189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/2282844235185191189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2011/12/estranhezas-ii.html' title='Estranhezas II'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-5477806837262344018</id><published>2011-11-19T04:02:00.001-02:00</published><updated>2011-11-20T04:02:17.544-02:00</updated><title type='text'>Roteiro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Personagem principal: John McJohn, um homem branco de classe média em Nova Iorque que dirige um Taxi e luta contra a ganância das grandes corporações. Ele é bombeiro e advogado e tem um filho criança de um casamento que não deu certo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seu melhor amigo Jamahl é um policial negro, malandro, com "&lt;i&gt;streetsmarts&lt;/i&gt;", afastado por ser efetivo mas não convencional e sempre causar danos a propriedade pública, deixando seus superiores encrencados com o prefeito.&amp;nbsp;A namorada de John McJohn é Sissy Le Boom Boom; uma francesa intelectual que adora violão espanhol e conhece todos os tipos de vinho do mundo. Só fala frases de intelectuais famosos, usa pouca roupa e é claramente o estereótipo de mulher idealizada do diretor do filme.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todo o lado paterno da família de McJohn, os McJohns, é composto por vampiros (alguns bons, outros maus); todo o lado materno, os Jeffersons-Ottawas, por índios norte-americanos que são lobisomens.&amp;nbsp;Todos os irmãos de McJohn são super-heróis. Todos os vizinhos no seu bairro são supervilões.&amp;nbsp;Seu&amp;nbsp;animal de estimação é um animal falante com comportamento antropomórfico engraçado e levemente repugnante (ele bebe, peida, fuma maconha e faz caretas); apesar de sempre ensinar lições de vida valiosas para as crianças da vizinhança (especialmente aquelas com problemas familiares causados pela ausência de um dos pais) através da prática de variados esportes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia, McJohn ganha poderes por ter entrado em contato com insetos que saíram de um objeto-asteróide, enviado do espaço por uma raça de aliens (do futuro de outra dimensão onde as máquinas dominaram os humanos) que já estiveram na Terra (e provavelmente são responsáveis por tudo que o &lt;i&gt;Homo sapiens&lt;/i&gt; já produziu): ele passa a ler mentes.&amp;nbsp;Só consegue, no entanto, ler as mentes de: pessoas que trocaram de corpos com crianças para aprender uma lição de vida; psicóticos assassinos seriais que estão confinados em um local com vítimas em potencial; e mulheres jornalistas que, apesar da independência e atitude, são claramente femininas e (no fundo) românticas, e acabam descobrindo que aquele amigo bem educado, inteligente, rico e bonito que nunca tinham percebido antes é na verdade o amor de sua vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando o mal absoluto e o diabo raptam a filha do presidente dos EUA que estava em um acampamento de verão no qual diversos adolescentes descobrem a sexualidade e se vingam dos &lt;i&gt;bullies &lt;/i&gt;e professores autoritários&amp;nbsp;do colégio que proibiram o rock n' roll, McJohn tem de buscar algum tipo de ajuda de natureza pessoal e revelar um grande segredo sobre seu passado. No final, ele derrota os vilões e resolve todos os problemas em um auto-sacrifício heróico. Mas volta à vida (por alguma razão que foi tornada possível por alguma exposição anterior no filme) e tudo acaba bem e possibilitando uma sequência e o estabelecimento de uma franquia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para o público, o final é ambíguo: é impossível saber se tudo aconteceu como uma metáfora sobre a economia e política norte americana ou se foi tudo apenas um sonho onde todos estão mortos. E claro, &amp;nbsp;todo o filme é simbólico com tema sexual, racista ou religioso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-5477806837262344018?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/5477806837262344018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/5477806837262344018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2011/11/roteiro.html' title='Roteiro'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-6095499838785257558</id><published>2011-10-28T22:15:00.006-02:00</published><updated>2011-10-28T22:37:59.591-02:00</updated><title type='text'>Todos os homens do mundo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já há algum tempo morando com a namorada, perde-se um pouco a perspectiva das coisas. Mas hoje ela foi viajar, e só volta daqui há uma semana. Vou aproveitar pra fazer tudo que não faço quando ela está aqui.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeiro, vou manter tudo limpo e arrumado, sem me preocupar em fazer pose de bagunceiro e bad-boy da higiene residencial. É difícil, mas tenho convencido esse tempo todo, que sou bagunceiro, atrapalhado, jogador de meia pelos cantos e tantas outras coisas que vão contra minha própria natureza. Faço, repito, só pra parecer que não me importo, que sou descolado com a vida, que pra quê limpar se vou sujar depois? Então, aproveitando que ela não está, vou finalmente poder ser o verdadeiro fraco eu e lavar o chão com escovinha, usando detergente suficiente pra descolorir os joelhos (como tanto adoro fazer). Ah, como adoro esfregar bem os cantos!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo, vou cozinhar e fazer todas as refeições do dia. Mais uma vez para impressioná-la, dessa vez com a eficiência energética do meu organismo, nunca tomo café da manhã e só janto porcaria. Agora que ela não está, vou aproveitar pra botar em dia aquele curso de culinária (que nunca ficou sabendo que fiz, porque quero parecer mais macho) e testar todas as minhas receitas novas. Nesse exato momento estou digitando com uma mão e acabando a polenta sobre cama de tomates e manjericão acompanhada por um pernil assado ao molho de cebola, tudo perfeitamente calculado para uma porção para duas pessoas, que pena que terei de comer sozinho. Já dizia o poeta: a boa cozinha não é egoísta. Só pra um não é gostoso. Mas fazer o quê? Pelo menos posso lavar toda a louça depois.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por fim, vou dormir nos horários certos e não nos errados; tomar banho em silêncio e não compondo sinfonia de arroto; gastar meu dinheiro com coisas úteis para a casa e não em jogos ou no fim de semana; ir no médico se sentir alguma coisa em vez de dormir até sarar; pedir informações para encontrar o destino.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como é bom um tempo só pra gente ser quem a gente é de verdade. Dá forças pra voltar a ser o cara que não limpa, não cozinha, não faz as refeições direito, não vai ao médico, não pede informação, toma banho cantando, compra mais entretenimento besta do que provisões necessárias, que dorme a manhã inteira, escuta música ruim sem fone e passa a madrugada acordado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim, pra ser como todos os homens - sim, mulheres, todos do mundo - &lt;i&gt;fingem&lt;/i&gt; que são.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-6095499838785257558?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/6095499838785257558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/6095499838785257558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2011/10/todos-os-homens-do-mundo.html' title='Todos os homens do mundo'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-6511043831029690245</id><published>2011-09-13T14:22:00.002-03:00</published><updated>2011-09-13T14:24:38.643-03:00</updated><title type='text'>Rápida</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu até poderia contar aquela história sobre meu pai tentando ensinar a estagiária a fazer cálculo de porcentagem simplificando cada vez mais os exemplos até perguntar 'quantos porcento dá dez partes de cem' e ela não conseguir responder... mas agora já contei.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-6511043831029690245?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/6511043831029690245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/6511043831029690245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2011/09/rapida.html' title='Rápida'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-2755850878389678420</id><published>2011-08-30T21:05:00.005-03:00</published><updated>2011-08-30T21:10:37.056-03:00</updated><title type='text'>Scooby Doo 2099</title><content type='html'>- ... e eu teria conseguido se não fossem esse cão robô e esses idosos intrometidos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-2755850878389678420?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/2755850878389678420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/2755850878389678420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2011/08/scooby-doo-2099.html' title='Scooby Doo 2099'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-4271097572517879514</id><published>2011-08-25T02:25:00.005-03:00</published><updated>2012-01-23T16:15:38.239-02:00</updated><title type='text'>Mendigos da manhã</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fui com os amigos e colegas de república a um lugar bem hipster do Rio de Janeiro. Naquela mágica hora do dia em que está amanhecendo e o número de crimes com morte diminui reunimos o grupo para partir rumo às ressacas. Vamos rachar um táxi? Não, vamos a pé, quem sabe conseguimos comer alguma coisa no caminho? E conseguimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um membro do grupo abordou um senhor que abria uma fruteira para os negócios do dia: tenho muita fome, quebra um galhão aí pra gente, me dá uma laranja? Ele deu. Ninguém nega, parece, comida para os desesperados que pedem educadamente. Em grupo. Às seis e trinta da manhã. Espera, disse meu amigo mendigo com iniciativa, tem como cortar pra gente? Sim, tinha. Podem ser duas laranjas? Somos vários e uma não chega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Receber aquelas laranjas não só nos nutriu e forneceu material para um divertidíssimo jogo de tiro-ao-alvo com bagaço (com o alvo sendo uma agregada de um amigo, adquirida durante a noite) como também nos iluminou sobre as possibilidades da mendicância cedo-matutina. Partimos para a feira de rua (era no caminho, mesmo). Lá mendigamos um bom pedaço de mandioca; aproveitei o embalo e barganhei. Quanto é o quilo, seu moço? Só tenho dois pilas trocados, dá pra ser? E dava, levei com trinta porcento de desconto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eis que bateu a fome de verdade e paramos para comer um bauru, sanduíches e assemelhados. A fome é muita, prepara essa mandioca aqui pra gente, por favor? Ele não soube bem o que fazer e chamou o chefe. Até preparava, disse, mas demora muito pra ferver. Que pena, dissemos, mas será que não dá pra adiantar pelo menos uma porção de salada de frutas como cortesia? E deu, no final das contas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo é possível. Pra quem pede educamente, em grupo, às seis e trinta da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo aconteceu já há alguns meses e, depois de entrar na geladeira naquela manhã, o tal quilo de mandioca nunca mais foi visto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-4271097572517879514?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/4271097572517879514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/4271097572517879514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2011/08/mendigos-da-manha.html' title='Mendigos da manhã'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-409350656340310945</id><published>2011-08-03T17:36:00.000-03:00</published><updated>2011-12-14T03:57:41.787-02:00</updated><title type='text'>O Resgate do Soldado LAVATRON</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fui com os colegas de república à uma festa na Lapa. Na volta, já (bem cedo) de manhã, paramos ainda longe de casa para comer alguma coisa e&amp;nbsp;ali, na sarjeta, estava uma máquina de lavar gigantesca e magnífica. Lavatron, como seria nomeado posteriormente. Meio arrebentado, um tanto eferrujado, todo quadradão e pesadísimo - lembrava uma daquelas geladeiras antiquíssimas que eram feitas pra nunca mais estragar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lavatron fora jogado fora para quem quisesse carregá-lo dar fim, supomos. Deliberamos e decidimos que seria uma ótima aquisição para a vida comunal na ReSaCa. Acho que ainda sob a empolgação de tê-lo encontrado, conseguimos levantá-lo sem muito drama. Atravessamos a avenida, assentamos Lavatron na entrada de uma lanchonete. Entramos e fizemos a refeição matutina clássica de quem volta da Lapa (com direito a larvinha na salada), montando guarda simbólica para evitar que alguém levasse embora nosso amigo Lavatron.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocamos os restos (a serem aproveitados depois) dentro dele, uma solução óbvia e higiênica para o problema de ter de carregar uma máquina de lavar gigantesca carregando comida simultaneamente. &amp;nbsp;Éramos quatro, e dividindo os muitos quilogramas de Lavatron igualmente entre nós ainda sobravam, com certeza, quilos o suficiente para mais um conjunto dos mesmos quatro. Os lucros imagináveis (a economia com lavanderia) eram muito altos, no entanto, para que desistíssemos. Era quadradão, difícil de carregar e cheio de partes que eram próprias para causar hematomas e arranhões, mas nem isso nos deteve, graças à aplicação da estratégia dos descansos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São onipresentes nas calçadas de Copacabana os pequenos postes de ferro ou concreto colocados para evitar que os motoristas estacionem ou passem com os carros por ali, cada um com um metro de altura e todos separados por dois ou três metros entre si. Não sei como se chamam, mas naquele dia eram o 'descanso'.&amp;nbsp;Dado que Lavatron pesava uma quantia ainda desconhecida entre cem e quatrocentos quilogramas (os testemunhos dos envolvidos divergem), conseguíamos com muito esforço carregá-lo de um descanso para o outro, e só. Sendo que estávamos distante&amp;nbsp;de casa&amp;nbsp;mais de um quilômetro, imagina-se que cada avanço de dois metros e meio em média não era motivo pra comemoração. Mas era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar dos danos estruturais infligidos a Lavatron e a nós mesmos, conseguimos avançar um bom pedaço. Tivemos de pedir ajuda a um pobre estudante que marchava em pleno sábado de manhã para uma prova de matemática. 'Ei, amigo, dá uma mão aqui'. 'Mas eu tô comendo um salgado, tomando um açaí...', disse ele. 'Não faz mal', respondemos, 'a gente espera'. Foi nesse dia que aprendi que as palavras mágicas pra pedir ajuda a um cariocas não são por favor e obrigado, como me ensinaram na pré-escola, mas 'quebra esse galhão pra gente aí'. Depois de receber a ajuda do infeliz 'voluntário' e mandá-lo seguir seu caminho (todo sujo e esfolado em direção a uma prova de geometria plana), conseguimos alugar a ajuda de um feirante para carregar Lavatron pelos últimos cem metros, usando uma engenhoca de carregar produtos que envolve um caixote, uma bicicleta e um feirante bem disposto a ganhar dez trocos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegávamos ao final da jornada surrados, arranhados e cansados e a antecipação era enorme: será que Lavatron vai funcionar? Será que, mesmo que funcionasse antes, o dano estrutural que causamos a ele não tenha sido demais para o pobre coitado? Será que a coca-cola que deixamos dentro dele ainda tem gás depois desse chacoalho todo? A montagem de Lavatron foi fácil, era uma questão de encaixes forçados e de quebrar boa parte das conexões sensíveis até que ficassem penduradas o suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conectamos Lavatron na tomada. Hora da verdade. Girou-se o botão e... nada. Não funcionou. Desespero. Tudo isso pra nada? Valeu a pena? Eis que alguém lembrou, antes da fúria em massa descambar para uma inevitável escolha de culpado e linchamento: 'troca a tomada, essa tá meio quebrada e os buracos tão um pouco apertados'. Trocamos. E funcionou! Tudo vale a pena quando a tomada não é pequena. Para testar se estava puxando água despejamos um pouco da coca-cola no tubo e tudo funcionou maravilhosamente bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que alegria, Lavatron girando as partes que deviam girar e fazendo um barulho ensurdecedor como deveria fazer! Que alegria, o resgato do soldado Lavatron um sucesso, nossos braços machucados, arranhados e cortados, mas nossa missão cumprida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém nunca usou Lavatron. Ele ficou lá, instalado num canto, sem que ninguém se dignasse a comprar sabão em pó uma única vez, apesar de todos os apelos da empregada para que o fizéssemos. 'Posso pelo menos lavar os panos de limpeza', dizia ela. Apenas algum tempo depois, alguém comprou uma máquina nova e Lavatron foi novamente parar na sarjeta, esperando o próximo grupo de desavisados ávidos por aventura em uma manhã de sábado. Espero que tenha uma boa vida de uso. Espero que faça nosso sacrifício valer a pena. Espero que eu não tenha contraído tétano.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-409350656340310945?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/409350656340310945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/409350656340310945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2011/08/o-resgate-do-soldado-lavatron.html' title='O Resgate do Soldado LAVATRON'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-5583122233027937368</id><published>2011-06-22T02:59:00.003-03:00</published><updated>2011-09-15T12:57:03.506-03:00</updated><title type='text'>Vingança</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aconteceu que depois de usar o computador de um colega de república, deixei o email logado. Previsivelmente, foi enviado uma mensagem em meu nome endereçada aos colegas de república (cópia para todos), tirando sarro com minha já dessarrada cara e desmoralizando meu justo e merecido status de super campeão, mestre do mestres do Mario Kart 64.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jurei vingança.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após uma breve ponderação descobri quem foi o perpretador e, portanto, alvo de minha certeira retaliação. Vamos chamá-lo de Vítima, apesar do nome evocar um sentimento de inocência que não existe no sujeito (afinal de contas, ele que começou).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Descoberto o alvo, tracei um plano. Toda vez que Vítima digitava uma senha, eu observava atentamente os padrões, quais teclas eram pressionadas, quantas com a mão esquerda, quantas com a mão direita, quantos caracteres especiais. Quantas horas de investigação! Eis que após cruzar as informações obtidas pelo processo de observação por-cima-do-ombro com as provenientes de engenharia social e análises psicológica e social de Vítima, consegui obter uma de suas senhas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A do Facebook. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não postei imediatamente um comentário degradante sobre Vítima. Não li nenhuma de suas mensagens particulares para fazer graça dele junto ao grupo de amigos que temos em comum. Não entrei em nenhuma comunidade de objetivos homoeróticos para tirar um merecido sarro com a sua também dessarrada cara (aliás, existe comunidade no Facebook?). Não, oh, não, meu amigo. Minha vingança é clara, objetiva e paciente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante um longo tempo, entrei todos os dias na conta de Vítima e imediatamente troquei a linguagem da interface de English(US)  - inglês norte-americano - para English(Upside Down) - inglês invertido. Sim, meu caro, existe uma opção para deixar todo o texto do Facebook ao contrário. Vítima, sem saber o que acontecia, deve ter ficado confuso; porque diabos meu Facebook está de cabeça para baixo? Por que minha vingança assim decretou, Vítima. E minha vingança é suprema.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só consigo imaginar as reações de Vítima em cada uma das 37 vezes que fiz a mesma coisa. Será que desconfiou que alguém tinha sua senha? "Não, não pode ser, já teria postado bobagem em meu nome ou lido alguma notificação a essa altura". Mas onde tantos outros fracassariam, minha sede de vingança triunfou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E triunfou também minha habilidade de encenação. Não contente com o infortúnio a que submeti Vítima, ainda torturei-lhe um pouco mais. Hoje mesmo tivemos uma conversa que se deu da seguinte forma: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Viu essa notícia ? - mostrando notícia sobre novos vírus e malwares que podem importunar os incautos que clicam em links inseguros na rede social em questão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Cara, acho que tenho algo do tipo, já faz tempo que meu Facebook fica de cabeça para baixo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para manter a farsa, tive de fazer cara de espanto. Lutei contra a gargalhada que surgiu do fundo de meus pulmões, do fundo mais profundo que os mares mais profundos do mundo dos meus pulmões; pressionei o machucado que tenho no joelho com força para que a dor me ajudasse a impedir que o júbilo irrompesse pela minha traquéia como o petróleo vazante de uma plataforma marítima da British Petrol. Lutei, sofri, e consegui. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, amanhã ou quiçá na próxima semana Vítima lerá estas linhas e trocará sua senha. Até lá, terá que continuar treinando sua já proficiente (conforme me disse) leitura invertida. Espero que leve para sempre consigo as palavras que saíram de minha boca enquanto engolia a maior gargalhada da história da humanidade:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É... tem que ver isso aí.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-5583122233027937368?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/5583122233027937368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/5583122233027937368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2011/06/vinganca.html' title='Vingança'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-1073169722788496684</id><published>2011-05-02T22:20:00.010-03:00</published><updated>2011-10-29T00:38:28.167-02:00</updated><title type='text'>Poesia da ReSaCa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Morar em república de estudantes é trabalhoso, consome muito tempo. Nessa agitação da vida moderna não-assalariada, quem é que tem tempo de escrever poesia? Ninguém, claro. Ninguém tem tempo de escrever poesia. Pensando nisso, os membros da República da Sagrada Castidade &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;adotaram&lt;/span&gt;uma só obra em verso para todos os fins literários não-prosa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre; "&gt; &lt;/span&gt;SUBSTANTIVO MASCULINO&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Eu sinto por você&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;um SUBSTANTIVO MASCULINO profundo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Mais profundo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;que o mais profundo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;dos oceanos de SUBSTANTIVO MASCULINO do mundo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Eu simplesmente&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;FRASE DE EFEITO&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Alguns exemplos:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre; "&gt; &lt;/span&gt;Ódio&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Eu sinto por você&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;um ódio profundo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Mais profundo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;que o mais profundo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;dos oceanos de ódio do mundo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Eu simplesmente&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;te odeio&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Algo mais apropriado para a semana de dia dos namorados?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre; "&gt; &lt;/span&gt;Amor&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Eu sinto por você&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;um amor profundo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Mais profundo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;que o mais profundo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;dos oceanos de amor do mundo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Eu simplesmente&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;te amo de qualquer modo&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Alguém postou mais um &lt;i&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;status&lt;/span&gt; &lt;/i&gt;naquela rede social com uma passagem altamente pessoal, desinteressante, trivial e/ou dedicada a alguém que não fede nem cheira?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre; "&gt; &lt;/span&gt;Desdém&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Eu sinto por você&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;um desdém profundo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Mais profundo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;que o mais profundo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;dos oceanos de desdém do mundo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Eu simplesmente&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;não me importo&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Agora, sim, você pode ser um ignorante literário que leva uma vida de poeta do século XXI. Qualquer século, na verdade - um cara que nunca passou fome e reclama muito, e tem sempre algo que acha que é de fundamento a dizer.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-1073169722788496684?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/1073169722788496684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/1073169722788496684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2011/05/republica.html' title='Poesia da ReSaCa'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-2032611268043882060</id><published>2011-04-16T00:27:00.005-03:00</published><updated>2011-10-29T00:38:55.973-02:00</updated><title type='text'>A República</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cheguei ao Rio de Janeiro para ficar um bom tempo e vim morar em uma república de estudantes, a República da Sagrada Castidade ('ReSaCa'). Sem conhecer nenhum dos moradores antes de chegar, me espantei com o modo de vida mas não tive problemas em me adequar a ele. Não temos copos, mas temos um Nintendo 64 e Mario Kart, o que é o suficiente para uma vida feliz, aparentemente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A questão central e mais difícil de ser compreendida sobre o lugar é: como é que isso funciona? Em alguns pontos, parece uma comuna socialista ou acampamento de indigentes, em outros, só um acampamento de indigentes. Explico: tomei a liberdade de fazer alguns cálculos e o número de pessoas dormindo no apartamento com regularidade é, de fato, maior que o de camas e colchões infláveis. Alguém deve estar dormindo escondido no banheiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sobre o comunismo latente: o regime de partilha dos bens também é diferente de tudo que já tinha visto em vida; não se sabe quem é o responsável pela compra de itens como papel higiênico, shampoo, pasta de dente, sabonete e outros, apesar de serem compartilhados por todos (menos por mim, que escondo essas coisas para uso pessoal na gaveta de cuecas - sou um traidor dos costumes locais). Em parte pela falta de responsabilidade objetiva, alguns períodos de falta são comuns e todos tratam a questão como uma prova de resistência: quem não aguentar mais lavar o cabelo com sabonete que compre o shampoo. E alguém sempre compra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em tempo: foi aqui que conheci o termo 'shampoo homeopático'. É aquele em que o banhista enche o pote de shampoo já completamente vazio com água, chacoalha e aproveita o que surgir de espuma. Reza a lenda que o processo pode ser repetido por até cem vezes, com admirável eficácia no tratamento de pontas duplas, raízes olheosas e outros termos de propaganda do Seda ceramidas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No mais, tudo vai muito bem, exceto pelos poucos reveses: o banheiro interditado para reformas pelo menos uma vez por mês, as lâmpadas que queimam a cada quinze dias, a infiltração na parede tão profunda e antiga que tem nome de batismo, o ventilador de teto que cai enquanto desligado sem razão aparente e o corpo humano semi-decomposto que encontramos dentro do armário da pia da cozinha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Somos felizes competindo em campeonatos de Mario Kart na madrugada, discutindo política e Direito, dormindo espalhados, bebendo tudo em uma xícara com a alça quebrada, no escuro, sem banheiro confiável e com o risco de colapso da estrutura física em geral. E somos mesmo, é tão divertido morar com pessoas estranhas que estou pensando em domesticar algumas.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-2032611268043882060?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/2032611268043882060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/2032611268043882060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2011/04/poesia-da-resaca.html' title='A República'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-214725239372154324</id><published>2011-04-08T23:48:00.003-03:00</published><updated>2011-04-08T23:53:32.238-03:00</updated><title type='text'>Otimismo</title><content type='html'>Procuro apartamento. Tarefa cansativa, preciso ligar para muita gente, anotar muitos dados, me preocupar em comparar os lugares que já visitei e definir preferências.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Descubro que a grande maioria dos apartamentos que atendem aos meus critérios de interesse não possuem área de serviço própria para lavar roupas ou mesmo espaço propício para estendê-las ao sol. Relatando os resultados da busca para a namorada, que deve vir morar comigo no dito apartamento, digo que provavelmente estaremos destinados a ser clientes de lavanderias por um bom tempo.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E ela, com um tipo raro de otimismo mesmo entre as pessoas que acham que o copo está meio cheio e enchendo aos poucos: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Pelo menos vamos economizar no Omo!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-214725239372154324?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/214725239372154324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/214725239372154324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2011/04/otimismo.html' title='Otimismo'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-7172451714316804222</id><published>2011-01-26T15:57:00.005-02:00</published><updated>2011-02-18T14:26:20.785-02:00</updated><title type='text'>De Baio a Lênin</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Overdose de filhote de gato. Funciona assim: viajei para a casa dos primos e lá o Baio, gato filhote, caçou a fiação dos notebooks, baratas e os pés desatentos das pessoas. Insistia em subir na mesa quando jogávamos um jogo com centenas de pecinhas cuja delicada posição no tabuleiro é importante para a partida. Também gostou muito de guardar dentro do meu tênis uma das baratas que caçou, enquanto eu dormia só de meias no sofá. Parecia estar sob efeito de erva de gato o tempo todo. Bem, não todo, exatamente: quando montaram o narguilé e o pessoal baforou na cara dele algumas vinte vezes ele ficou mole e dormiu. É o mais parecido que se descobriu com um botão de desligar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí viajo dez horas de ônibus pra encontrar outro gato, Lênin, acho que um pouco mais velho (um pouco maior, pelo menos) que o Baio. Mas tão hiperativo quanto. Atacou meus pés, subiu em cima de tudo que tentei ler e miou freneticamente até eu ir ver o que ele queria: estava comendo um objeto grudento não-identificado. Tirei dele e joguei fora, espero não ser nada valioso, e o miaredo começou (de novo) instantaneamente, com o gato parado do lado de um pote que deduzi ser o recipiente d'água. Enchi o tal pote e o gato prontamente enfiou o rosto na água, tirando de volta em seguida. Acho que tomou um susto, pois fez aquele barulho que os gatos fazem quando se intimam com algum outro bicho. Chacoalhou a cabeça e bebeu água normalmente. Entrou na minha mala e saiu 10 segundos depois, mas tenho a impressão de que vai estar faltando alguma coisa lá dentro quando eu for checar.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vou sair agora e ver se consigo comprar um narguilé pra desligar esse também.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-7172451714316804222?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/7172451714316804222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/7172451714316804222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2011/01/de-baio-lenin.html' title='De Baio a Lênin'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-731151819119493066</id><published>2011-01-05T03:34:00.006-02:00</published><updated>2011-01-05T04:35:18.612-02:00</updated><title type='text'>Trauma II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se algum dia for responsável pela segurança de um local vou tentar o seguinte experimento: passar a noite no lugar. Com minha inseparável espada katana feita de palitos de picolé afiados por monges cegos da Linha Caturrita (porque Tibete já saiu de moda nos anos noventa) para minha proteção, é claro. Passarei uma noite no local para avaliar o ambiente, de forma a garantir que qualquer pessoa lá presa contra sua vontade por toda uma noite desfrute de condições mínimas de sobrevivência e conforto. Talvez esconda comida, água e bom material de leitura; mas dependendo do orçamento, posso deixar uma arma carregada com uma única bala.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tomei essa resolução devido à experiência pela qual passei há algumas semanas. Semanas, sim, o relato está atrasado, tamanho o meu trauma, que só não é menor que minha vontade de viver ou meu e-penis por ter um número de ICQ de só cinco dígitos. E é essa vontade de viver, aliada ao já mencionado pênis virtual, que me leva a relatar aqui os dolorosos fatos ocorridos numa noite de verão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eis que saindo da universidade tarde da noite, trinta minutos antes de ser fechado o prédio, executo o ritual diário de último-a-sair: desligo os computadores, a cafeteira, fecho as janelas, alimento os refugiados de Botswana que foram mandados para o laboratório por engano no lugar de equipamento tecnológico por erro do Ministério Educação, desligo as luzes e chaveio a porta. Mas, pobre de mim, a porta que liga o prédio anexo, onde estou, ao principal, onde fica a saída, está trancada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ligo para a pessoa encarregada de chavear o prédio, aviso-lhe que estou trancado e que por favor venha abrir a porta, tenho que pegar o último ônibus e se eu perder esse trem, que sai agora as onze horas, só amanhã de manhã. A pessoa afirma que não tem a chave, vai entrar em contato com a Vigilância para que venham me destrancar, e tenta tranquilizar: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não se preocupe, não vou te chavear aqui dentro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passados alguns minutos, ligo novamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não atenderam lá na Vigilância, vou ficar tentando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tento eu mesmo ligar para a Vigilância. Nada. Subo as escadas e bato nas portas dos outros laboratórios, na esperança de que outro nerd sem vida tenha ficado até tão tarde, e que tenha a chave da dita porta. Bato na primeira porta: nada. Bato na segunda porta: nada. Bato na terceira porta: nada. Mas dispara o alarme.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O alarme do laboratório em um volume ensurdecedor toca num tom estridente e como um trem de passageiros na China: superlotado e comunista, ocupando todos os lugares de forma igualitária. Não há refúgio. Não há escapatória. Tento ligar novamente para a Vigilância, pensando que é melhor avisar que fui eu quem disparou o alarme, e não um ladrão ou o Fantasma do Zaguinho - o aluno que, nos anos setenta, morreu no começo do semestre e ainda assim foi aprovado em Cálculo e cujo espírito assombra os corredores da faculdade e pratica traquinagens dignas de vilão de filme pré-adolescente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Veja bem, mesmo com o alarme (de volume tão alto que deve ter causado problemas nos equipamentos da Estação Espacial Internacional) e telefonando para os encarregados da segurança, ninguém apareceu. Suponho que um ladrão não seja tão cortês a ponto de telefonar para as forças vigilantes para reportar o furto em andamento, mas na minha universidade, caso ele o faça, mesmo assim não será pego.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto enfiava objetos avulsos nos ouvidos na tentativa de salvar o que restava de meu sistema auditivo, tive tempo de, pela porta de vidro, ver a pessoa que me prometeu não me deixar preso sair com os colegas de trabalho e, de fato, me deixar preso. Tive que esperar duas horas até o alarme morrer - e infelizmente morreram também neste período os refugiados, por exagero na ingestão de ração para gato. Erro meu, que sempre fui ruim com essas medições a olho nu, mas infelizmente no laboratório não há balança de precisão. Ironicamente, da última vez que encomendamos uma, recebemos os refugiados de Botswana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem alternativa, retornei ao laboratório onde passei uma noite miserável de fome, ansiedade, terrores noturnos, suores frios e baixa conectividade na rede externa. E assim, para que ninguém tenha que passar pelo que passei, tomei a já mencionada decisão. Se eu tivesse comida, água e um bom material de leitura talvez não tivesse sofrido tanto; mas o que muito me fez falta foi a tal arma com a bala de misercórdia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-731151819119493066?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/731151819119493066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/731151819119493066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2011/01/seguranca.html' title='Trauma II'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-847920296661807963</id><published>2010-12-30T03:31:00.002-02:00</published><updated>2010-12-30T03:38:44.875-02:00</updated><title type='text'>Stress II</title><content type='html'>Conversa sobre assunto qualquer, muito provavelmente sobre a qualidade da música ou o volume do rádio, durante uma viagem de carro. De repente, a mulher interrompe o assunto:&lt;div&gt;- Cuidado com o tucano.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o homem, o motorista, confuso:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O que?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O tucano, ali em frente, cuidado!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Que tucano? Onde? - abaixando a cabeça e cerrando os olhos, olhando para todos os lados.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O tucano! Vai passar! Não, cuidado, o tucano!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E alguns minutos e muita discussão depois, o motorista descobre que a mulher quis dizer 'pardal', como são popularmente conhecidos os radares detectores de velocidade nas estradas do Rio Grande do Sul. Até hoje, quando se conta a história, ela diz:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Parem de rir de mim, eu só errei o nome do pássaro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E deixou de evitar uma multa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-847920296661807963?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/847920296661807963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/847920296661807963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2010/12/stress-ii.html' title='Stress II'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-7249626450716969758</id><published>2010-12-29T23:30:00.005-02:00</published><updated>2010-12-29T23:36:21.419-02:00</updated><title type='text'>Stress</title><content type='html'>- Alô?&lt;div&gt;&lt;div&gt;- Alô, Vini! Tu viu meu celular?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O que?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;- Viu meu celular em algum lugar!? Tá por aí na tua casa!?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O que? Não. Tá na rodoviária?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sim, acabei de chegar, o ônibus tá saindo, perdi meu celular e não acho, lá em casa não tá! Vê se eu não deixei aí!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não é do teu celular que tu tá me ligando?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- ...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- ...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- ...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ahn. É mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aconteceu de verdade. Nome da interlocutora subtraído para manter o anonimato da Luíza.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-7249626450716969758?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/7249626450716969758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/7249626450716969758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2010/12/stress.html' title='Stress'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-1313164592749429189</id><published>2010-09-23T02:54:00.002-03:00</published><updated>2011-12-10T04:05:07.020-02:00</updated><title type='text'>Edmundo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conheci um cara chamado Edmundo, Edmundo Samoa. Um conquistador. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;É mais velho do que eu, mas dizem que carrega a fama de passa-a-vara há muito tempo. Ele mesmo diz que é assim desde outros tempos:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sou assim já de outros tempos, peguei mulher na época do ele-pê.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Suas técnicas de sedução são eficientes e especializadas por classe social, grupo econômico, faixa etária e risco de encarceramento. Nem toda conquista de Edmundo é gloriosa; sei, de fato, que algumas foram gloriosas - ou teriam sido - na década de 80. Algumas são até controversas: Edmundo às vezes brinca que "as pessoas diziam que ela tinha idade para ser minha veterinária", rindo. E não se importa. Diz que uma conquista é uma conquista:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Uma conquista é uma conquista. Até avó amigo tá valendo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia desses um gurizote o chamou de tio. O senhor Samoa, já não sendo mais um rapazinho, há muito tempo adapta e adequa aos novos tempos as práticas de antigamente. Nos últimos tempos, no entanto, enfrentou dificuldades. Cabisbaixo, confiou aos mais íntimos (pelo menos a mim) que era o seu fim:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É, compadre. Acho que é o meu fim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E era mesmo. Foi atropelado dois dias depois dessa conversa e nunca mais se recuperou da morte instantânea.  &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-1313164592749429189?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/1313164592749429189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/1313164592749429189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2010/09/edmundo.html' title='Edmundo'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-3595925758681073188</id><published>2010-09-23T02:51:00.005-03:00</published><updated>2010-10-11T10:10:57.384-03:00</updated><title type='text'>Terror</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Feche os olhos e imagine uma casa solitária em uma rua esquecida em que ninguém procura por nada há muito tempo. Se você ainda está lendo é porque ou nem chegou a fechar os olhos ou abriu antes de eu mandar; de qualquer forma, não posso mais confiar em você e não quero mais te contar história de terror nenhuma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah, sim, estou indo até tua casa para te matar a marteladas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-3595925758681073188?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/3595925758681073188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/3595925758681073188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2010/09/terror.html' title='Terror'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-5061346705575375598</id><published>2010-09-05T20:27:00.003-03:00</published><updated>2010-09-05T20:38:28.524-03:00</updated><title type='text'>Máximas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existe a máxima de que se alguém finge ser alguma coisa por muito tempo, acaba se tornando aquilo que fingia ser. Eu, por exemplo, finjo que não tenho vontade de tocar fogo nas coisas e até hoje não me pegaram incendiando nada, nem mesmo aquela festa em 2002 que saiu até no Jornal Nacional (a mesma festa que deu origem a outra máxima popular, a de que "nada esquenta uma festa mais do que um incêndio", que ficou tão famosa nos últimos anos). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho o máximo convencer as pessoas de que não sou o que realmente sou (e que sou o que pareço ser), e sou bom nisso. Pra ter uma noção de quão bem eu finjo: no colégio me chamavam de Piromaníaco, mas todos consideravam um apelido irônico. Aqueles que sabiam a trágica verdade foram queimados na já mencionada festa. E ouso dizer que estavam deliciosos. A máxima de que o cozinheiro sempre odeia a própria comida é falsa, portanto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-5061346705575375598?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/5061346705575375598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/5061346705575375598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2010/09/maximas.html' title='Máximas'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-375312555312709744</id><published>2010-08-16T13:33:00.002-03:00</published><updated>2010-08-16T13:43:34.760-03:00</updated><title type='text'>Conforto</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Odeio ser incomodado e adoro conforto. E meu conforto é maior quando incomodo os outros. Que outros? Todos os outros. Qualquer outros. E como todo delinqüente juvenil (juvenil, sim, a juventude é um estado de espírito!) tenho preferência por figuras de autoridade quando incomodo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de comprar um computador portável e muito pesado para ser portátil decidi que usá-lo enquanto deitado na cama, com ele sobre o colo, era algo desconfortável. Precisava de uma daquelas mesinhas, tipo de café na cama, com pernas retráteis ou dobráveis. Depois de uma breve pesquisa de mercado e de extorquir alguns informantes, tracei o plano para me apoderar de uma. Um plano mesquinho, vil e traiçoeiro, mas eu estava determinado. Assim, naquele dia, fui até a igreja para me confessar por antecedência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esperando na fila da confissão, convenci as senhoras que lá estavam que sim, abrir emails de estranhos era pecado. Reencaminhar para toda a lista de contatos, então, pecado mortal. E que com certeza adicionaram um novo círculo ao Inferno para quem comete esses pecados virtuais. Chegou a minha vez de ser atendido e adentrei o confessionário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Salve, filho - disse o padre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Padre, vim me confessar por um crime terrível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Que crime?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não respondi. Já tinha saído correndo do confessionário, da igreja, da cidade. E levei comigo o banquinho de se ajoelhar do padre, que fiz cair com um sonoro tum no chão gelado da igreja (e era um inverno malvado) quando o arranquei de sobre os joelhos dele. O banquinho de se ajoelhar do padre, uma mesa perfeita para usar notebook na cama (e, suspeito, além de tudo, abençoado) já era meu. Poderia ter levado qualquer um dos que estavam espalhados pela igreja, mas me senti mais confortável me confessando em pleno ato. E, claro, prejudicando uma figura de autoridade religiosa. Na semana seguinte roubei a lista de votos comprados de um vereador da cidade vizinha, mas isso é outra história.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-375312555312709744?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/375312555312709744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/375312555312709744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2010/08/conforto.html' title='Conforto'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-3998939541103548467</id><published>2010-07-23T02:14:00.004-03:00</published><updated>2011-11-15T18:37:56.653-02:00</updated><title type='text'>Susto</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já não lembro de quando comecei a passar as noites acordado. As madrugadas inteiras, geralmente lendo algo que não quero deixar pra ler depois, assistindo algo que não quero deixar pra assistir depois ou acabando um trabalho que fui deixando pra acabar depois. Lembro que quando era novo, tinha medo de que ladrões entrassem na casa e me encontrassem acordado - meu entendimento era de que ladrões entrariam em silêncio e sairiam sem levar meu videogame se eu estivesse dormindo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De qualquer modo, acostumando-se a passar as noites em claro também se acostuma ao silêncio. Pessoas dormindo fazem menos barulho, via de regra  - a exceção sendo aqueles que retumbam pelas vias nasais. Na madrugada menos carros passam na rua, menos pessoas fazem obras no prédio em construção, menos cultos evangélicos deturpam a escala dos decibéis, menos vizinhos brigam no andar de cima. E é mais fácil estudar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Numa noite, só eu acordado passando férias na casa dos meus pais, um barulho terrível acordou a todos (e me fez perder a partida quase ganha de Age of Empires II). Terrível, mesmo, como vizinhos próximos brigando com um culto evangélico que constrói um prédio na rua utilizando partes de carros em movimento. E outras símiles mais apropriadas, talvez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Naquela noite percebi que meus pais, cachorro, irmão e outros residentes ficaram alertas mais rápido do que eu - que estava acordado. Em menos de um minuto, já tinham lanternas nas mãos, botas nos pés, escondido os ossos (o cachorro) e saído exploração afora. E eu, que já estava desperto quando tudo começou, ainda tentando entender o que estava acontecendo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No final das contas era só uma máquina de lavar. Ela foi deixada funcionando durante a noite e pulava com o peso da centrifugação, uma forma de protesto por horas extras injustas que as máquinas já adotaram, apesar da falta de avanços no campo da inteligência artificial que levem ao esperado apocalipse robô.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a constatação de que as pessoas que dormem ficam mais fácil e rapidamente preparadas para lidarem com o perigo, consegui desenvolver minha inovadora técnica de assaltar apenas residências em que só há pessoas acordadas de madrugada. E esse é o segredo do meu sucesso na carreira criminosa, que me permite financiar meus estudos para a construção de robôs assassinos; além de comprar livros, filmes e jogos para passar as horas em que não estou entrando na sua casa e levando o seu videogame.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-3998939541103548467?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/3998939541103548467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/3998939541103548467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2010/07/susto.html' title='Susto'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-4485111752261023311</id><published>2010-07-23T01:54:00.005-03:00</published><updated>2010-07-23T02:11:09.150-03:00</updated><title type='text'>Infantil</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho um amigo que se recusa a sair de casa. Não sei se é trauma ou mania, não sei a explicação. O cara tem de tudo na vida, é ricasso a ponto de morar em um casarão e ter um empregado que insiste em chamar de "mordomo" - bom, na verdade, ele é órfão, mas e daí? Deveria ter superado há tempos. Mas é um cara muito infantil. Parece que além de não sair de casa também tem medo de palhaço. Só rindo, mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, esse amigo um dia decidiu que ia parar de sair de casa. Obviamente, todo mundo que o conhece estranhou. Eu já me acostumei, nem percebo mais, mas a adaptação foi um pouco estranha. Perguntei "De onde você tirou essa idéia?" e ele respondeu "Eu acho que você sabe muito bem, Robin". Enfim, pelo menos ele parou de andar vestido de morcego e de bater nas pessoas por aí. Aquilo era delinquência, infantilidade pura.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-4485111752261023311?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/4485111752261023311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/4485111752261023311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2010/07/infantil.html' title='Infantil'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-6223263435306662528</id><published>2010-06-17T22:19:00.004-03:00</published><updated>2010-07-23T02:18:27.404-03:00</updated><title type='text'>Minha opinião</title><content type='html'>Sou um bom argumentador, creio. Convenço as pessoas de algumas coisas bem imbecis, às vezes, para treinar. Como quando convencia as pessoas de que era apto nos esportes (na verdade, eu me convenci de que convencia as pessoas, ninguém nunca caiu nessa).&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Também convencia meus professores a me darem boas notas pelo esforço, especialmente quando não havia me esforçado nem um pouco, como naquelas redações que nos obrigavam a escrever, "você é a favor ou contra?". O tema variava pouco de "punição dura por violência no trânsito", "tratamento forçado para viciados em drogas", "preconceito contra o tabagismo" e o eterno "aborto, sim ou não". Sempre fui a favor de não escrever esse tipo de redação. Não convence ninguém.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Hoje, por exemplo, tentei convencer alguns colegas, no ônibus, de que outra passageira estava - e vou dizer sem rodeios - mijada. Observei que as calças dela, nos fundilhos, estavam muito escuras, mais ou menos como fica o jeans molhado.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;- Aquela guria tá mijada ou é impressão minha?&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Piadas vão e vêm, e não é que até eu me convenço de que pode ser verdade? Estávamos bem ao fundo do ônibus e, como havia colegas sentados mais perto da moça (doravante referida como "Ela"), telefonei para um deles.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;- Alô.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;- Alô, fala cara.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;- Alô, cara, tô no mesmo ônibus, a gente tá aqui no fundo, me diz uma coisa, tu consegue ver pra nós se essa guria aí de pé atrás de vocês tá mijada? As calças dela parecem molhadas ou sei lá.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Pode parecer besta telefonar dentro do ônibus, mas convenci-o a olhar.  Ele não conseguiu ver nada, me disse depois, pois 'Ela' estava de frente para ele. Mais conversa entre o pessoal do fundo, mas o assunto em foco é: estaria 'Ela' mijada?&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;- Não pode ser, ela não ficaria de pé, sentaria para esconder.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;- Talvez seja tática de choque, ficou de pé exatamente pra nos convencer de que não é mijo.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Esse tipo de coisa, profunda e interessante.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;No final das contas 'Ela' passou por nós quando desceu do ônibus, mas dos dois que conseguiram dar uma boa olhada (eu não era um deles), um estava convencido de que eram detalhes da calça ("Mas quem é que compra uma calça que faz parecer que está mijada?!") e o outro estava convencido de que "não sei se era mijo, mas que estava molhada, estava!".&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Assim, chegamos ao final da história, onde fica clara a necessidade de intervenção espaço-temporal, no sentido contra-natural, do presente para o passado, para que seja revelada a todos a solução deste mistério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;E é por isso que, sim, sou a favor da viagem no tempo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-6223263435306662528?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/6223263435306662528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/6223263435306662528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2010/06/minha-opiniao.html' title='Minha opinião'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-8759142647258454260</id><published>2010-06-01T01:42:00.003-03:00</published><updated>2010-06-05T02:31:17.225-03:00</updated><title type='text'>Pedindo pizza</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sexta, noite, é jogatina de tabuleiro lá em casa e estamos contrabandeando whisky feito em destilarias clandestinas na NY de 1921. Alguns capangas já deitaram na sarjeta e seu sangue escorreu pros bueiros com o whisky que os g-men apreenderam no caminhão roubado. A competição é ferrenha e quem lucra mais chora menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de acabar essa partida e começar um treinamento para Dungeon Overlord na próxima, em um jogo completamente diferente, decidimos pedir uma pizza. Ser mafioso dá fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como de costume, a decisão dos sabores promete ser uma discussão bem longa. Antes de começar a gastar saliva inutilmente, ainda no espírito gângster, proponho um acordo. Um acordo que eles não podem recusar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei, vamos fazer o seguinte: liga lá e diz que quer uma pizza gigante igual a última que foi pedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sucesso instantâneo. O nosso bravo arauto telefônico trava contato e quando realmente pede "me manda uma pizza igual a última que tu tens anotada aí" o atendente acha graça. "Que que achou do meu pedido? Curtiu, né?!". Sim, ele tinha curtido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meios às risadas do pessoal sobre o episódio inusitado tirei mais da metade das cartas do monte e coloquei na pilha que constituía minha mão. Não roubo em jogos de tabuleiro. Mas, afinal de contas, aquele era um jogo para gângsters.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-8759142647258454260?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/8759142647258454260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/8759142647258454260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2010/06/pedindo-pizza.html' title='Pedindo pizza'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-1090838781932480483</id><published>2010-04-30T17:33:00.003-03:00</published><updated>2010-04-30T17:52:03.615-03:00</updated><title type='text'>Não importa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não importa que tipo de dia era, se chuvoso ou ensolarado, se quente ou frio, se bucólico ou heterossexual. Era um dia qualquer. E uma bizarrice aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um jovem casal andava pela rua, não importa a origem ou destino.  O que importa é que, como tantos namorados mundo afora, este estava incomodando a namorada, mas incomodando por prazer. Imagine a namorada andando, meio incomodada com o fato de estar se incomodando com as ações do namorado que, ela sabe, são bestas e têm o único objetivo de incomodá-la. Deu pra imaginar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa exatamente como ele fazia isso, mas coisas que geram o resultado semelhante são: cutucar a namorada, imitar as amigas dela em situação embaraçosa, falar palavrões de modo que outros transeuntes escutem para envergonhá-la ou discursar sobre como as mulheres querem mais é que os homens morram todos (depois de terem aberto o último vidro de pepino e admitido que elas são melhores motoristas). O que importa é que ela estava incomodada o suficiante para verbalizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela fez isso batendo no braço dele (aquele soco de namorada que não quer admitir que está incomodada) e dizendo: "Seu torto!". Explico: torto é uma gíria local para um bestalhão, boboca, trapalhão ou imbecil. Mas, como veremos, também pode ser considerado um termo bem ofensivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que aconteceu nesse caso específico foi que o namorado imediatamente parou de incomodá-la, ficou em silêncio, profundo e envergonhado. Todos que já passaram ou viram situação semelhante sabem que um namorado incomodativo não se aquieta com um soco feminino no braço, ele simples reclama "Ei, isso doeu!" e continua a fazer o que estava fazendo (incomodá-la).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, qual foi o motivo do silêncio pós-soco tão raro? Após alguns passos, ele explicou calmamente:&lt;br /&gt;- Ei, olha só. Quando tu me bateu e gritou "seu torto", bem na hora passou por nós aquele senhor, deficiente físico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela, conhecedora do humor questionável do namorado, não acreditou. Disse "Mentira.", e várias maneiras de xingar o namorado passaram por sua cabeça, mas não importa. Ele se adiantou e disse: "Olha lá atrás , então".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela olhou, e viu. E acreditou. Lá estava um senhor, deficiente físico, caminhando com suas dificuldades na direção contrária. Mas olhava pra eles, meio envergonhado, meio raivoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreensivelmente, ela ficou desolada. Que fora! Mas não importa o quanto ela tenha se sentido mal, o que se seguiu foi pior. Exclamou, em alto e bom tom, aquela interjeição comum: "Ah, não!" (implicitamente significando 'não acredito que fiz essa cagada'). Não importa o quanto tenha se sentido mal porque ela &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fez&lt;/span&gt; essa cagada, e fez &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pior&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No exato momento em que gritou "Ah, não", ainda meio virada pra trás, adivinha quem passava por eles? Um anão. Você pode não acreditar, mas não importa. Foi assim que aconteceu e é assim que vai entrar para a História.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-1090838781932480483?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/1090838781932480483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/1090838781932480483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2010/04/nao-importa.html' title='Não importa'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-2180908385009617208</id><published>2010-04-08T18:02:00.005-03:00</published><updated>2010-04-08T18:32:54.944-03:00</updated><title type='text'>Trauma</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Participo quase que obrigatoriamente das festividades anuais dos calouros de minha universidade. Isso pois quis o destino que eu morasse bem em cima do bobódromo de minha cidade, onde os coloninhos e patricinhas-wannabe recém-chegados das cidades menores próximas tentam (em vão) se enturmar na cidade grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, participar dessas ocasiões é legal pois o sentimento de "já passei por isso" é estranhamente agradável, quase tão agradável quanto atropelar pessoas durante as aulas práticas na auto-escola. E eu sempre passo pelo menos uma hora lá, na rua, conversando com os colegas e dando risada dos calouros (os populares bixos) pelas palhaçadas que fazem voluntariamente (ou sob efeito do primeiro álcool jamais ingerido).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a bobeira natural do meu ser não respeita as convenções sociais, e portanto tenho que, às vezes, fazer bobagem até no meio de festividades como essas. A mais recente é um belo exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explico: parado lá entre amigos e vários desconhecidos destinados a me encontrarem futuramente nos corredores da faculdade, uma guria qualquer, por motivo desconhecido, esbarra em mim. Grito a plenos pulmões, com uma cara de deseperado que deve ter sido a causa dos terremotos no Chile: "NÃO TOCA EM MIM!". Ela se assustou um pouco, mas me afastei rápido o suficiente para evitar problemas. Pelo menos por hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que mais tarde uma outra guria, do mesmo grupo (eram todas colegas de curso participando das festividades com meu curso) me cumprimenta. O cumprimento em si foi só um "Oi", mas o que interessa é que me estendeu a mão. Agora, não sei a razão de ter feito o que fiz, juro que não foi planejado, mas olhei para ela com os olhos gélidos de um estivador russo alquebrado pela vida sofrida e disse, matando pelo menos dez porcento de meu caráter honesto no processo: "Não encosto em mulher". Essa ficou mais assustada do que a primeira. Achei justo continuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É sério", eu disse. "Não encosto em mulher. Pode perguntar pra tua colega ali, antes ela esbarrou em mim e eu sem querer gritei com ela". Como de costume, saí do local rapidamente, mas dessa vez não rápido o suficiente para deixar de escutá-la comentando com outra colega: "Viu aquele ali? Diz que não encosta em mulher!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns segundos depois (que para sempre serão lembrados na história como os últimos momentos de minha já então desguarnecida vergonha na cara) saltam na minha frente as três gurias da história. A primeira, com quem gritei, a segunda, que me estendeu a mão, e a terceira, que não fez nada de importante. Eis que a primeira me estende a mão e diz "Prazer, Fulana".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica difícil explicar minha reação, mas fui um ótimo ator. Estendi a mão alguns centímetros, mas a puxei de volta como quem se envergonha do que tinha acabado de tentar fazer. Contorci os músculos da face em expressão de dúvida, creio que seja algo parecido com a cara do capitão do Titanic momentos depois do impacto com o iceberg. O meu iceberg em questão (três gurias) me fitava com uma tripla cara de incredulidade. Mas eu adicionei veracidade à minha interpretação olhando pros lados vergonhosamente, como que procurando alguém que me salvasse de ter que encostá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A do meio (a segunda) disse então: "Viu, eu falei que ele não encostava em mulher!", como se tivesse acabado de descobrir um animal raro. Não mencionei, mas eu estava parado em uma roda de conversa e por puro acaso do destino, ao ouvir estas palavras, colegas meus corroboraram a história acidentalmente "Não encosta nele, não encosta nele". Cheguei a ouvir uma voz máscula exclamar "Não encosta nele que ele é meu", o que me faz evitar andar sozinho nos corredores da faculdade desde então. Essa parte, no entanto, parece ter passado despercebida a elas, e eu não sei o que sucedeu da conversa pois (pela terceira vez) saí do lugar em que estava em disparada. Dessa vez para ir embora, pois já e estava de saída mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho de casa (curto, por sinal) encontrei um colega desgarrado e narrei a história toda para ele. Combinamos que ele  explicaria para elas que fui maltratado por uma serviçal alemã da família, que me fazia comer objetos pontiagudos e programar em assembly. Era trauma de infância, portanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei exatamente como o resto da história se desenrola, mas também nem importa. Acho que a informação que coletei já é suficiente para confirmar que as pessoas estão muito mais inclinadas a acreditar em traumas de infância do que o imaginado. Isso até diminui um pouco meu respeito pela humanidade, mas de certa forma me dá esperança de que um dia eu possa contar pra todo mundo mais detalhes sobre meu verdadeiro trauma (ter acidentalmente matado um colega de aula em uma partida de frescobol).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-2180908385009617208?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/2180908385009617208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/2180908385009617208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2010/04/trauma.html' title='Trauma'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-2006148000392767306</id><published>2010-03-15T22:40:00.002-03:00</published><updated>2010-08-30T00:16:53.158-03:00</updated><title type='text'>Dificuldade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chegando em uma cidade grande e sofrendo uma tentativa de assalto:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Me dá a carteira!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Carteira? Mas só tem documento aí dentro, cara, não pega minha carteira não.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Então qualquer dinheiro que tiver, passa aí, rápido!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ah, acabei de gastar minha última moeda comprando esse lanche aqui.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Então passa o lanche pra cá!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mas é o meu almoço, eu não sou daqui, acabei de chegar de ônibus, vim visitar minha avó doente, não me deixa sem comer, por favor!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mas puta merda ein, pelo menos me dá a corrente aí que tu tem no pescoço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ih, meu, não vai dar não, foi essa minha avó que me deu...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Reza a lenda que o assaltante ainda acabou dando indicações pra chegar no bairro da velhinha, mais algum dinheiro pro ônibus.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-2006148000392767306?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/2006148000392767306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/2006148000392767306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2010/03/dificuldade.html' title='Dificuldade'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-2846775461794216296</id><published>2010-01-15T05:33:00.003-02:00</published><updated>2011-12-10T03:22:01.289-02:00</updated><title type='text'>Estranhezas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acordei querendo encrenca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei querendo encrenca porque a vida é assim, de vez em quando dá aquela vontade. Tenho um amigo que costuma dizer que vontade "dá mais rápido que holandesa em carnaval de rua em Salvador". Suponho que figurativamente, visto que ele nunca conheceu uma holandesa, não conhece Salvador, não pula carnaval e não gosta de sair na rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, geralmente um cara tão pacato, tão pacato que chegam a me considerar bobo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bobo, assim, não no sentido de que me enganam fácil. Aliás, até enganam, mas é porque eu deixo. Gosto de deixar as pessoas que desgosto me lograrem nas pequenas coisas. Me faz bem. Porque quando eu inevitavelmente me vingo (às vezes a vontade de vingança vem assim, do nada) não me sinto tão mal, é só retaliação, eles me lograram primeiro. O que eu posso fazer? Sou um moralista viciado em vingança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas hoje acordei com o bicho. É hoje! Mal levantei e abri a janela. Tive que esperar bem uns cinco minutos até aparecer alguém em alguma janela visível. Pra esclarecer: moro num desses prédios cujas janelas têm a a distinta vista das paredes do próprio prédio. É dificil explicar qual a pegadinha arquitetônica que permite que um prédio tão chato faça tantas curvas retas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse tempo que esperei, quase que minha vontade se vai. Afinal, como diz meu já mencionado amigo, vontade "se vai mais rápido que um proto-núcleo de bério 14 decaindo no vácuo", ou algo do tipo. E suponho que literalmente, pois ele é físico - o que explica a falta de vontade em sair pra rua ou pular carnaval. Pena, pois é um ótimo dançarino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então, com a vontade de encrenca por um fio, aparece numa janela - uns dois andares pra cima - uma senhora, e como eu não tinha nada contra ela, tive que improvisar. Especificamente "contra ela" porque tenho algo contra a maioria dos vizinhos; costumo guardar numa caderneta os fatos e boatos que posso utilizar contra as pessoas. Afora as pessoas que deixo que me logrem, incluo todos os vizinhos, empregados, empregadores, professores e colegas. Vizinhos para estas situações de necessidade de desaforo domésticas em que me encontrava na ocasião. Empregados e empregadores para manter a ilusão de que participo dos jogos de poder que vejo nos filmes de espião envolvendo grandes corporações e, por fim, colegas e professores pois às vezes levo o caderno para ler em aula e acabo adicionando alguém que me enche o saco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não fazia idéia de quem era aquela senhora, decidi partir logo pelas vias do insulto genérico:&lt;br /&gt;- Será que vocês têm que fazer tanto barulho logo cedo, PORRA!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela primeiro ficou indecisa, não sabia se era com ela. Assim que identificou meu olhar de matar gato de susto e fixo naquela veia (artéria?) horrível que tem no pescoço sexagenário, abriu a boca como aquele emoticon de susto e pasma com a total falta de bons costumes de minha parte. Tive que reforçar, pois ela titubeou e eu não gosto muito desses silêncios constrangedores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tô falando sério, porra! Se me acordarem logo cedo assim de novo eu vou quebrar essa merda toda de condomínio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que é óbvio, mas não custa explicar, que gosto de causar aquele impacto ácido do xingamento ilógico. Por isso insisti no "logo cedo", bem sabendo que era passado da uma hora da tarde. E, como sempre, esperei o esboço de reação indignada para o gran finale: mal ela largou as toalhas que carregava para me apontar e eu fechei a janela subitamente com um sonoro "Bom dia!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde fui lá pedir desculpas para o filho dela, colocando a culpa do surto nos remédios que me causam alucinação.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-2846775461794216296?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/2846775461794216296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/2846775461794216296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2010/01/estranhezas.html' title='Estranhezas'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-1187281092377229819</id><published>2010-01-03T01:14:00.007-02:00</published><updated>2010-11-01T23:48:22.854-02:00</updated><title type='text'>Super</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;Sou um herói anônimo. Salvo vidas constamente e só conto a história anos depois, quando as possíveis recompensas já prescreveram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último caso de pacificação que perpetrei se deu, como não poderia deixar de ser, utilizando os super poderes de ursinho carinhoso da comédia que me foram concedidos randomicamente. Tipo uma loteria de super-heroísmo onde acertei uma quina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena é a seguinte: dois carros se enroscam no trânsito caótico da cidade mal planejada em que moro. Descem dois rapazes do carro da frente. Descem outros dois do carro de trás. Quando começam os insultos insuflados, eu, que passava por ali, ainda não faço a menor idéia do que está acontecendo. Estava pensando em meios sutis de dizer pras pessoas que gosto de toddynho. "Achocolatado ao leite". Até hoje não encontrei meio de revelar isso sem parecer que tenho síndrome de Peter Pan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, começa o entrevero e eu ali, ainda sem saber o que está acontecendo - mas note que é assim que agem os heróis, na reação automática, no fio da navalha das probabilidades, na calçada da incerteza psicológica, na correção monetária dos sentimentos humanos e outras metáforas que fazem pouco ou nenhum sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que me alertei para o perigo, Will Robinson, gritei alto pacaraio na calçada:&lt;br /&gt;- "PAAAAAAARÔÔÔÔ!!"&lt;br /&gt;Quando o volume da briga acalmou um pouco, pois prestaram atenção em mim, fiz uma pistola com as mãos e disse 'Vocês estão todos presos em nome da lei'. Os caras começaram a rir e se deram as mãos em amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enrolei meu pênis enorme na perna e fui embora com a sensação de dever cumprido.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-1187281092377229819?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/1187281092377229819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/1187281092377229819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2010/01/brigas-de-transito.html' title='Super'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-1746727926316125168</id><published>2009-07-15T01:54:00.006-03:00</published><updated>2009-07-15T02:16:49.696-03:00</updated><title type='text'>Compreensão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Opa.&lt;br /&gt;- Oi.&lt;br /&gt;- Cara, teu email logado no meu computador.&lt;br /&gt;- Ahn?&lt;br /&gt;- Olha.&lt;br /&gt;- Que estranho. Eu nem usei esse computador ontem...&lt;br /&gt;- Pois é. Desloga aí que eu quero logar no meu.&lt;br /&gt;- Ok.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentando na cadeira, toca o telefone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô.&lt;br /&gt;- Alô, cara, veio aqui ontem?&lt;br /&gt;- Quem tá falando?&lt;br /&gt;- Eu, porra. Veio aqui ontem?&lt;br /&gt;- Eu não, que que foi?&lt;br /&gt;- Teu email logado aqui no meu computador.&lt;br /&gt;- Quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E antes de dar o clique em sign out, olho as últimas mensagens recebidas.&lt;br /&gt;Primeira mensagem não lida; assunto: "Que brincadeira é essa?", de: "professor descontente".&lt;br /&gt;Segunda mensagem não lida: assunto: "Who you and why you log mail here", de Chiin Yan Chi Jong.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mensagens estranhas com o mesmo tema se repetem. Total de mensagens não lidas: dez mil. Aviso: mais mensagens recebidas. Mensagens não lidas: quinze mil. Trinta mil. Oitocentas mil. Todas de pessoas reclamando que loguei em minha conta em seus computadores.&lt;br /&gt;- Cara, o que é que tu fez?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desorientado, acesso um site de Notícias, destaque: pane na rede mundial de computadores faz todas as pessoas do mundo logarem na mesma conta de email.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordo abruptamente, com as mãos em frangalhos de tanto bater no que era o rosto do meu irmão de 6 anos, que veio me acordar assustado porque eu gritava durante o pesadelo. Mato ele e fico em reclusão por 20 anos. Escrevo um livro sobre o assunto e ganho um Nobel de Literatura.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa parte também era um sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei atrasado para uma prova e no caminho ainda tive que enfrentar um crocodilo gigante. E essa última parte não era um sonho, era um crocodilo gigante mesmo, mas depois de destruí-lo a golpes de punho descobri que era um construto mecânico.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-1746727926316125168?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/1746727926316125168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/1746727926316125168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2009/07/compreensao.html' title='Compreensão'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-4304550347211235872</id><published>2009-03-09T05:34:00.004-03:00</published><updated>2009-03-09T05:37:48.883-03:00</updated><title type='text'>A origem das Listas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;A lista deve ter sido a primeira coisa que o homem inventou.  Antes até da escrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cara chegava em "caverna" depois de um dia de caçada, batia nos filhos e estuprava a mulher (nada de carinho, amigo) e depois checava a sua lista de afazeres - que àquela época consistia em um simples amontoado de riscos na parede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada risco significava uma coisa, dependendo do lugar onde era inscrito. Sobre a pedra azulada, por exemplo, eram quantas pessoas ainda precisavam ser mortas pra atingir a meta de assassinatos do mês. Em cima do tronco ("Mulher, cadê o tronco?! Traz esse moleque aqui que é hoje que eu dou ele pro tigre!") ficava a 'lista' de quantos animais deveriam ser caçados no dia seguinte. Traços mais gordos significavam animais maiores. O traço feito com a cabeça de uma criança de 12 anos friccionada contra a rocha, por exemplo, significava um elefante.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-4304550347211235872?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/4304550347211235872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/4304550347211235872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2009/03/origem-das-listas.html' title='A origem das Listas'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-5293773680912437829</id><published>2009-03-07T04:26:00.008-03:00</published><updated>2010-09-10T04:06:28.603-03:00</updated><title type='text'>Meio-mais-meio</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em mais um dos jantares pré-jogatina:&lt;br /&gt;- Que tal levantar e ir embora? A gente tá sentado aqui faz mais de meia hora.&lt;br /&gt;- Boa idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E levantamos. Vamos para a fila do caixa pagar a conta, porque sair correndo sem pagar é tão &lt;span style="font-style: italic;"&gt;last week&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;- Ok, eu pago a coca que que a gente bebeu, mais isso, isso e aquilo - digo, apontando para a comanda - Eu calculo quinze com trinta, tô certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Várias batidas de dedos na calculadora, algumas anotações com a caneta no papel e a moça do caixa responde: sim.&lt;br /&gt;- Eu pago só isso e isso - diz um colega de jogatina também empanturrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais cálculos, riscaria e a caixa anuncia o valor. Enquanto isso, separo minha parte do dinheiro e coloco sobre o caixa. Meu colega faz o mesmo logo depois e passamos o dinheiro para ela, que é quando temos uma idéia.&lt;br /&gt;- Que tal levar umas cocas pra tomar durante o jogo?&lt;br /&gt;- Boa. Quantas?&lt;br /&gt;- Três.&lt;br /&gt;- Eu pago uma e meia.&lt;br /&gt;- Eu pago o resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazemos as contas, somamos com as dívidas da janta e pagamos. Tudo certo. E então recebemos o nosso pacote pra levar: duas cocas.&lt;br /&gt;- Duas cocas? A gente pagou três - digo, calmo.&lt;br /&gt;- Sim, mas vocês tomaram uma na mesa - responde a moça.&lt;br /&gt;- Não, aquela tava inclusa nos quinze com trinta, certo?&lt;br /&gt;- Certo. - diz ela depois de refazer o cálculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sorri. E olha para a fila - que cresce como um pênis na savana onde não possui predadores naturais - como se quisesse chamar os próximos. Quer nos mandar embora sem nossa coca.&lt;br /&gt;- Então... mais uma coca pra gente levar? - diz meu amigo.&lt;br /&gt;- Então são mais três reais e cinquenta. - responde ela.&lt;br /&gt;- Como assim? Se a coca que a gente tomou na mesa tá paga e a gente pagou mais três, falta uma aqui. Não queremos a quarta - argumentou.&lt;br /&gt;- Mas vocês só pagaram duas extras - diz ela. Nesse ponto, as outras pessoas na fila começam a prestar atenção no que está demorando tanto.&lt;br /&gt;- Não, a gente pagou três extras - diz meu amigo.&lt;br /&gt;- É, eu paguei uma e meia e ele outra e meia.&lt;br /&gt;- Então. - diz ela.&lt;br /&gt;- Então! - digo eu.&lt;br /&gt;- São duas cocas! - ela.&lt;br /&gt;- São três cocas! - eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoal na fila já rindo. Olho para meu amigo, que me olha, estamos desconcertados, como dizer para alguém na frente de outras pessoas que ela é péssima em contas simples? Ou sou eu que perdi o anúncio de que um e meio mais um e meio é igual a dois para valores pequenos de um?&lt;br /&gt;- Olha, se eu paguei a coca que a gente tomou na mesa junto com minha janta, mais uma coca e meia - começo eu.&lt;br /&gt;- Hum... - ela acompanha.&lt;br /&gt;- São um-e-meio... - continuo.&lt;br /&gt;- Hum... - ela acompanha.&lt;br /&gt;- Mais um-e-meio... - continuo.&lt;br /&gt;- Hum... - ela acompanha mais uma vez.&lt;br /&gt;- Que dá três no total. - concluo.&lt;br /&gt;- Hum...? - se perdeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amigo dá uma risadinha nervosa.  Vou tentar mais uma vez, penso, e partir pra tática da semana passada, sair correndo e derrubar algumas mesas para efeito dramático. Talvez dessa vez eu consiga chutar uma criança no caminho, no nosso jogo particular (Sair Correndo Sem Pagar Championship) chutar alguém no caminho vale dez pontos, crianças quinze. Crianças cegas vinte, mas não estava em condições de verificar a visão das vítimas potencias naquela hora, precisava me concentrar na explicação.&lt;br /&gt;- Ok, tipo, um-mais-um dá dois, né?&lt;br /&gt;- Hum... - ela acompanha de novo, penso que comecei bem.&lt;br /&gt;- E meio-mais-meio dá um, né?&lt;br /&gt;- Hum... - ela acompanha ainda, o cenário parece promissor.&lt;br /&gt;- E um-e-meio mais um-e-meio é um-mais-um, que é dois, mais meio-mais-meio, que é um. Dois-mais-um dá três, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio constrangedor, se não fosse a conversa ambiente, o barulho de pratos da cozinha, alguns carros passando na rua, os dois televisores ligados e as reclamações e risos do pessoal na fila. Ok, talvez não silêncio, mas ainda assim constrangedor.&lt;br /&gt;- Ah! - diz ela, entendendo, graças à minha mímica particularmente genial que é deveras difícil de descrever e portanto deixo a cargo dos historiadores definirem como foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pessoal na fila ri um pouco e reclama um pouco mais pela demora, mas eu e meu amigo estamos aliviados, não vamos precisar sair correndo e ainda vamos poder levar três cocas. A moça nos entrega o pacote (agora certo) e ainda tira uma desculpa de trás do balcão, não sei de onde (não quero parecer boca suja):&lt;br /&gt;- É que eu achei que vocês não tinham pago a que tinham tomado na mesa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro. Afinal, eu só repeti a conta uma vez e ela mesma duas.  Ninguém é obrigado a acertar uma conta simples de soma nas primeiras cinco tentativas! Felizmente, no final pudemos pagar como bons cidadãos, levar nossas cocas, não apanhamos de ninguém que esperou a aula de matemática básica na fila e ainda por cima consegui chutar uma menina na porta. Depois menti pros amigos que ela era cega.&lt;br /&gt;- Como assim? Vocês não viram que ela tinha um cachorro-guia?!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-5293773680912437829?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/5293773680912437829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/5293773680912437829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2009/03/em-mais-um-dos-jantares-pre-jogatina.html' title='Meio-mais-meio'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-460192024921692766</id><published>2008-12-15T15:32:00.008-02:00</published><updated>2010-09-08T04:31:38.008-03:00</updated><title type='text'>Herói</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era a primeira hora do dia. O nascer do sol mais tenebroso que qualquer habitante da cidade já vira. Era a época em que a lei pouco fazia, pouco valia, e os mais fortes e cruéis mandavam. O povo sofria, e clamava por justiça em apelos jamais respondidos.  Mas naquele dia, naquela hora, tudo mudou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Basicamente, chegou um negão com uma motossera e quebrou pau em todo mundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-460192024921692766?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/460192024921692766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/460192024921692766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2008/12/crich.html' title='Herói'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-6785883465649152295</id><published>2008-11-15T17:53:00.001-02:00</published><updated>2008-11-15T17:53:44.093-02:00</updated><title type='text'>Presente surpresa</title><content type='html'>http://www.youtube.com/watch?v=7CsNZp5lsCI&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-6785883465649152295?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/6785883465649152295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/6785883465649152295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2008/11/presente-surpresa.html' title='Presente surpresa'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-8668248225058547051</id><published>2008-11-15T00:37:00.007-02:00</published><updated>2010-09-08T04:36:55.606-03:00</updated><title type='text'>Patrocínio</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trabalhando (ou praticando, já que não sou pago para fazer especificamente o que estava fazendo), ocorreu que deu vontade de ir ao banheiro. Usando o pior eufemismo já criado, "fazer o número dois", o que aliás é mascarar um ato fisiológico com numeração arbitrária como se isso fosse menos humilhante do que dizer "vou cagar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando lá, me coloco em posição e atuo (um eufemismo que não é tão trouxa). Estou lá atuando quando ouço aquelas conversas sobrepostas características de um grupo de amigos andando pelos corredores da faculdade. Depois de algum tempo, algumas vozes silenciam e eu sei que posso voltar ao que estava fazendo, porque só consigo atuar em paz (geralmente, só em casa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que prossiga a descrição da ação, cabe detalhar o ambiente. O banheiro em questão é daquele tipo onde há várias cabines separadas, cujas portas têm cada uma um espaço, embaixo, aberto, de uns 40 centímetros.  Acho que é pra ventilar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, voltando ao assunto: bem no meio de uma cena específica e particularmente trabalhosa (se é que você me entende), o susto: surge no meu campo de visão um par de tênis (vejo-os pelo buraco já mencionado) e então quase pulo com um murro fortíssimo dado na porta. Não lembro bem, mas provavelmente fiz som parecido com o de um ganso no momento do clímax sexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assustadíssimo, levanto as pernas quando vejo um braço que alcança por debaixo da porta meu rolo de papel higiênico e o leva consigo. Durante todo o desenrolar, escuto um bom número de risadas de quem quer que fosse que estava fazendo aquilo comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assustado e com a habitual boa educação, grito "puta que o pariu" a plenos pulmões e, torcendo pra não ter me perdido no script e espalhado a merda por todo o lugar,  semi-levanto e abro uma fresta da porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo um completo desconhecido com um sorriso de orelha a orelha e meu rolo de papel higiênico na mão. Ele me vê e murcha completamente, fica vermelho e exclama "Não é o Rudi!". As outras risadas, de pessoas que não vejo, silenciam por um milésimo de segundo e depois estouram, ficando ainda mais fortes. Escuto vários pares de pernas saindo correndo. O supreso desconhecido me alcança o papel e sai, mais envergonhado impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de ganhar uma boa história para conversas de roda, aprendi uma atividade que pode se tornar um hobby: apavorar as pessoas no banheiro. Talvez mesmo uma profissão, porque já andei pensando até em patrocínio - vou lá, dou um susto, roubo o que conseguir pegar por debaixo da porta e ainda grito um slogan que, posso afirmar, a vítima nunca mais vai esquecer. É recall cem porcento.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-8668248225058547051?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/8668248225058547051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/8668248225058547051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2008/11/patrocnio.html' title='Patrocínio'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-3050410072860115759</id><published>2008-10-30T04:03:00.005-02:00</published><updated>2009-03-09T05:45:34.641-03:00</updated><title type='text'>Remetências</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha namorada liga já tarde da noite, de Porto Alegre:&lt;br /&gt;- Recebi uma carta muito estranha, tô até assustada.&lt;br /&gt;- De quem? Do quê?&lt;br /&gt;- Não sei, muito estranha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma breve explicação sobre o conteúdo e situação, peço pra ela trazer pra dar uma olhada. E ela volta, e traz a carta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conteúdo da carta é realmente louco, fora da casinha, três vezes quatro igual a dois. Loucura total. Louco como ouvir Modern Talking, louco tipo escolher primeiro o magrelo asmático na repartição de times, bizarro mesmo como o gosto musical dos meus amigos. É o spam mais interessante que eu já vi, apesar de não estar na Internet. E aí eu percebo que estou frente a mais uma daquelas pérolas que vão se propagar ao redor do mundo como roteiro de um filme B superproduzido. Só consigo pensar: tipo, puta que pariu, o negócio já surgiu misteriosamente, tem como começar melhor que isso?&lt;br /&gt;- Nunca ouviu falar dessa guria?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Ela mandou isso aqui pra tua casa?&lt;br /&gt;- Não, isso se apareceu no bolso do meu casaco, garanto que era pra outra pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era para outra pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E morre aí um mistério tão promissor, com uma hipótese tão simples e tão provavelmente verdadeira que acaba com toda a graça. Não contente com esse final para meu roteiro de filme de terror pipoca, tento lutar contra o óbvio:&lt;br /&gt;- Acho que era pra ti mesmo, quem sabe? - esperançoso.&lt;br /&gt;- Não, todo mundo tem um casaco igual ao meu na faculdade.&lt;br /&gt;- Eu não tenho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Péssimo argumento, só a expressão dela já mostra que é fim de papo, foi um engano. Mas de qualquer jeito, eu chego em casa determinado a passar a Lenda da Carta Bizarra adiante. Eis minha surpresa quando sento para passar o conteúdo bizarríssimo para o computador quando, colocando a mão no bolso, percebo que ela sumiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desapareceu completamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tipo, puta que pariu, agora o negócio some, do além, sem deixar vestígios? Pelo menos não dizia nada sobre mandar para pelo menos 15 pessoas ou ser atropelado pela alma de um mestre bruxo numa motoneta militar. Que eu lembre. Por via das dúvidas, vou mandar uns emails.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-3050410072860115759?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/3050410072860115759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/3050410072860115759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2008/10/remetncias.html' title='Remetências'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-7541888687880409185</id><published>2008-08-30T01:12:00.006-03:00</published><updated>2009-02-28T01:22:29.988-03:00</updated><title type='text'>Sono</title><content type='html'>Ligar quase de madrugada é bom, gera conversações do tipo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô.&lt;br /&gt;- Nhôi - voz de sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebe-se uma oportunidade e lá vai a imaginação correndo nua e solta:&lt;br /&gt;- Tu viu o meu sapato?&lt;br /&gt;- ...que? - voz de sono.&lt;br /&gt;- Aquele do sanduíche.&lt;br /&gt;- ...ahn? - interjeição de sono.&lt;br /&gt;- Que o gigante fez.&lt;br /&gt;- ...que? - sono.&lt;br /&gt;- Tu viu quem foi que fez os quatro buracos?&lt;br /&gt;- ...aaaai, deixa eu dormir - um pouco menos de sono.&lt;br /&gt;- Beijo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tututututu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confundir namorada sonolenta é um bônus raramente reconhecido, e em geral mal aproveitado, de namorar. Eu, pelo menos, aproveito ao máximo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-7541888687880409185?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/7541888687880409185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/7541888687880409185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2008/08/sono.html' title='Sono'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-5395698585667718262</id><published>2008-07-20T21:52:00.005-03:00</published><updated>2012-01-23T16:21:15.785-02:00</updated><title type='text'>Culpa sua</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era fim da tarde e eu precisava almoçar pois que não o tinha feito naquele dia, nem no anterior. E, pelo saudável hábito de jamais ter tomado café da manhã, só o que me restava de alimentação nas últimas 48 horas era uma bacia de pipoca de microondas na janta. Do dia anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas incríveis habilidades alimentares postas de lado, continuemos: visto que a maior parte da comida que consigo preparar é manufaturada, já vem pronta, congelada ou com um pacotinho de pó amarelo sabor galinha (ou  cinza bacon, ou  vermelho gado), eu nunca prestei atenção na qualidade dos condimentos que tinha em casa. Até precisar deles, nesse dia, e descobrir que na verdade eu não os tinha de forma alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui bater na porta dos vizinhos, no apartamento da frente, sem sair correndo e rindo como uma criança, como de costume. Atendeu o vizinho:&lt;br /&gt;- Oi.&lt;br /&gt;- Oi.&lt;br /&gt;- Eu tô me aventurando na cozinha mas não tenho nem sal, por acaso... -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A pausa aí não foi em reverência nem em susto, foi uma daquelas pausas 'o que é que eu vou dizer mesmo?', com a diferença de que eu sabia o que queria dizer, mas não consegui porque percebi que o vizinho estava nu da cintura pra baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reação primera: levantar a sobrancelha em dúvida. Depos, erguer o olhar, fazer uma cara de desfinado. Ainda, fingir que nada está acontecendo, inspirar e tentar terminar a frase. Por fim, racionalizar o acontecido e por alguma razão pensar em como coisas que são engraçadas de contar não nos fazem rir no momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, não me leve a mal. Eu não sou o primeiro a chamar a polícia quando alguém, dentro da própria casa, resolve ficar com a metade do corpo pra fora das roupas, mas é má educação atender à porta assim, sem contar que geralmente a parte desnuda é a de cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nesse caso, eu preciso apontar, além de estragar minha fome a calma passiva do indivíduo atendendo a porta pelado pelado me abalou (ou enervou) de tal modo que foi uma reação instantânea e fruto da minha polidez exemplar exclamar:&lt;br /&gt;- ...velho, tu sabia que tu tá de pau de fora?&lt;br /&gt;- Ah... é mesmo.&lt;br /&gt;E depois de uns cinco minutos procurando uma cueca, ele me volta e diz que não sabe onde o sal está, quem saberia me dizer é a esposa e ela infelizmente fugiu com alguém e com alguma quantia considerável de dinheiro e a senha da conta no banco. Menos mal, pensei eu, que tenho um vizinho que não é um tarado exibicionista. É só um cara que leva um golpe daqueles de novela e fica atordoado a ponto de por o pau ao vento (figurativamente, pois não venta nos corredores do prédio).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso aconteceu faz uns dois anos e até hoje não dormi sem chavear bem a porta. Isso pode parecer pouco, mas considere que eu já me mudei de prédio. Duas vezes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-5395698585667718262?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/5395698585667718262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/5395698585667718262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2008/07/culpa-sua.html' title='Culpa sua'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-7939017906008265710</id><published>2008-03-02T22:44:00.003-03:00</published><updated>2012-01-23T16:24:19.387-02:00</updated><title type='text'>Doze Mãos - Capítulo 5</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capítulo cinco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado, pensei eu, deve existir um lugar realmente aconchegante para que, para ficar comigo, ela queira passar por esse corredor escuro, cheio de homens fedorentos e capangas fortemente armados e deveras ameaçadores.&lt;br /&gt;- OK – disse um deles, com uma voz um tanto jovem, quando eu já estava amarrado numa cadeira.&lt;br /&gt;- OK – eu respondi cordialmente.&lt;br /&gt;Sussurros.&lt;br /&gt;- Você se acha muito esperto – disse ele.&lt;br /&gt;- Você não sabe o quanto – respondi automaticamente.&lt;br /&gt;- Você não sabe quem eu sou.&lt;br /&gt;- E você sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sussurros. Apanhei durante meia hora.&lt;br /&gt;- Você há de perdoar meu filho – disse um deles – Novo nos negócios, eu o trago para essas missões de treinamento, embora ele simplesmente pareça não evoluir na arte da tortura e interrogatório.&lt;br /&gt;- Desculpado – disse eu, cuspindo um dente entre a segunda e a terceira sílaba.&lt;br /&gt;- Obrigado – disse o jovem.&lt;br /&gt;- Você é Henrique Dias Huinz, o irmão do Capitão Geral da Brigada do Povo? – disse o pai do garoto, muito mais mal educado que ele.&lt;br /&gt;- Ora, pois, sim.&lt;br /&gt;- Queremos a arma – ele disse.&lt;br /&gt;- Que arma?&lt;br /&gt;- A arma. Que seu irmão lhe confiou, e você escondeu em algum lugar – disse, dessa vez demonstrando irritação. Se ele ao menos soubesse o quanto seu bafo era intimidador, não perderia tempo mudando a entonação da voz.&lt;br /&gt;- Não sei do que se trata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apanhei por mais meia hora, embora dessa vez meu senso sobre o tempo tenha ficado prejudicado porque, depois dos primeiros quinze minutos, eu tivesse começado a sentir o corpo novamente.&lt;br /&gt;- Pronto pra falar? – disse o jovem.&lt;br /&gt;- Eu nasci pronto – respondi.&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;- E então?&lt;br /&gt;- É um revólver bucal. Está instalado no barman.&lt;br /&gt;- Você mente – disse, parecendo entusiasmado por ter arrancado uma informação de mim. Engraçado, me importavam mais os pedaços físicos que tiveram o mesmo destino.&lt;br /&gt;- Sim. Mas se eu realmente dissesse que ela estava gorda...&lt;br /&gt;- Não! Estou falando que você está mentindo agora.&lt;br /&gt;- Claro. Você me pergunta algo que não sei do que se trata, sem nem ao menos se apresentar, e...&lt;br /&gt;- Sou Higor de Har.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome era famoso. Não tinha certeza se era um por que havia alguém com esse nome na minha turma de dança ou se esse era o verdadeiro Higor de Har, filho de Heitor de Har, o Mafioso. Era uma honra ser espancado por aqueles homens famosos. Ou, por um bailarino tão habilidoso.&lt;br /&gt;- O que vocês querem? – eu disse, dessa vez realmente querendo cooperar.&lt;br /&gt;- A arma. Deve estar em uma caixa, ou invólucro, ou algo do tipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei-me de tudo.&lt;br /&gt;- Meu querido Bog nos proteja – deixei escapar entre o segundo e recém-adquirido terceiro lábio.&lt;br /&gt;- O que houve? – perguntou o pai, Heitor de Har.&lt;br /&gt;- Fomos todos enganados. Eu, vocês, o governo da Nova República.&lt;br /&gt;- O que é a arma? – disseram uns quatro ou cinco deles ao mesmo tempo, embora eu pudesse discernir um pedido de ‘posso ir ao banheiro’ entre eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei em como explicar que um homem chamado Ruy havia me embebedado por semanas a fio, com o objetivo de me transformar num peão, e de absorver todas as informações de que precisasse. E de se livrar de mim, sem ter de sujar as mãos. Simplesmente discutindo comigo e me mandando ir comprar comida, sabendo que eu fugiria para beber.&lt;br /&gt;- Um homem narigudo chamado Ruy tem uma caixa com poder suficiente para explodir toda Novíssima Iorque. Mas esse não é o nosso maior problema.&lt;br /&gt;- E qual é nosso maior problema? – indagou Higor.&lt;br /&gt;- O meu é escapar com vida agora que lhes dei a informação que queriam. O seu, é escapar do raio de ação da pistola de concussão que essa loura aí atrás segura, apontando para vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher que havia me atraído para esta armadilha se voltava contra seus empregadores. Ela estava roubando o único que poderia encontrar Ruy, a bomba, e defeitos nos antiquados filmes 2D de Stanley Kubrik: Henrique Dias Huinz. Eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: 78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Para ver os capítulos que antecedem e que completam a história, visite www.catupiryfatiado.blogspot.com e garimpe a obra completa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-7939017906008265710?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/7939017906008265710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/7939017906008265710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2008/03/doze-mos-captulo-5.html' title='Doze Mãos - Capítulo 5'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-110302924421438001</id><published>2008-02-02T01:57:00.004-02:00</published><updated>2010-09-10T04:08:53.577-03:00</updated><title type='text'>Já te contei que lá em Santa Maria...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ok, então aqui vai uma história exemplar do terceiro capítulo do Manual da Conversa de Roda. Dia 30 de janeiro de 2008, procurando apartamento pra alugar, surge a idéia de comprar um e nunca mais pagar aluguel. Paramos numa imobiliária, pegamos uma chave e, junto do corretor, vamos até o prédio dar uma olhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entramos na parte comum do prédio, que é bonitinho mas ordinário, chegamos ao bloco IV, entramos, subimos quatro andares de escada e chegamos ao apartamento 411. A grade externa da porta está aberta - o que é estranho, sei por experiência que apartamentos vazios são geralmente mais lacrados do que quando há alguém morando neles. Nem pensei nisso na hora, mas aí o corretor abre a porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abrindo a porta a visão é essa: uma sala vazia que tem porta para uma cozinha e é ligada a um curto corredor que tem uma porta na esquerda, para um quarto, uma direita, banheiro, e uma ao fundo, outro quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da porta do fundo salta um cara qualquer, meio ofegante. Ele fala rápido, bem nervoso que 'tô olhando o apartamento'. O corretor já meio acusa, meio pergunta, qual imobiliária? O cara responde, ahm, aquela da Venâncio, mais como quem quer adivinhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei: prooonto, que legal, o cara pegou a chave pra vir olhar o ap (quando é só pra alugar, ninguém da imobiliária vai junto), fez uma cópia e tá dormindo aí, bem feliz. Achei que o corretor ia chamar a polícia. Minha mãe me chama pra ver alguma coisa na sacada, e eu perco a parte da conversa em que o cara se explica, mas escuto o corretor falando pra ele 'pegar suas coisas e sair'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei que era uma situação desconfortável, mas ela fica pior: o rapaz fala alguma coisa sobre privacidade. O corretor se irrita. Aí eu vejo de relance mais alguém dentro do quarto. O corretor xinga o cara e pede gentilmente pros meus pais irem pra cozinha, e eu junto. Só que eu fico perto da porta e olhando para dentro do banheiro vejo alguma coisa largada no chão - roupas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui a a história faz sentido, ATENÇÃO QUEM NEM LEU, PUTARIA: o cara tinha levado uma guria pro apartamento. Fazendo o lugar de motel. Não acreditei. Primeira coisa que pensei foi que ninguém pode ser tão burro a ponto de querer fazer um apartamento vazio de motel quando, numa cidade universitária, há menos de 24 horas foram anunciados os felizardos que passaram no vestibular. É provável que TODO apartamento vago tenho sido visitado duas ou três vezes nesse dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas era verdade. O corretor estava morrendo de vergonha e assim que meus pais se entreteram na cozinha, o feliz casal ganhador de disfunção sexual por trauma psicológico vazou do local. O corretor pediu desculpas, coitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosidade: eu estava com a máquina fotográfica em mãos, pendendo do pescoço por um cordão. O propósito era tirar fotos dos cômodos pra depois avaliar com mais calma e poder contar para o meu atual colega de apartamento com mais precisão sobre o lugar. Ok.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu tenha tirado uma foto do rapaz assim que entrei pela porta. Talvez não.&lt;br /&gt;Talvez eu esteja esperando como um crápula pra que ele fique sabendo e entre em contato.&lt;br /&gt;Talvez eu esteja disposto a colocar essa foto com uma narração melhor dessa história num site pra todos poderem dar risada como eu dei. Talvez eu não faça isso mediante uma certa quantia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu tenha deletado a foto antes de sair do apartamento porque alguém que não tem dinheiro pra pagar um motel provavelmente não tem para sofrer extorsão. Mas que ia ser engraçado, ia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-110302924421438001?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/110302924421438001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/110302924421438001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2008/02/j-te-contei-que-l-em-santa-maria.html' title='Já te contei que lá em Santa Maria...'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-7760327813197853638</id><published>2007-12-10T14:26:00.002-02:00</published><updated>2009-02-28T01:17:58.121-03:00</updated><title type='text'>O Manual da Conversa de Roda</title><content type='html'>Capítulo 3&lt;br /&gt;[Indicador de mito][situação][acontecimento], não necessariamente nessa ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indicador de mito&lt;br /&gt; Um indicador de mito é um princípio de frase que mostra claramente que o que está por ser dito até o ponto final (ou de interrogação, exclamação, etc.) é uma história 'daquelas', com teor provavelmente falso.&lt;br /&gt; Indicadores de mito mais comuns:&lt;br /&gt; - "Já te contei que lá em..."&lt;br /&gt;  - "Que nem aquele cara de..."&lt;br /&gt; - "Isso já aconteceu em..."&lt;br /&gt; - "Lembra daquela vez..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Situação&lt;br /&gt; Um denotador de situação, tempo  e muitas vezes localização.&lt;br /&gt; Situações, tempos e locais mais comuns:&lt;br /&gt; - Cidades pequenas: Cerro Largo, Três de Maio, Constantina, Ijuí, Santiago, Jaguari, Santa&lt;br /&gt;Cruz, Santa Rosa, só pra citar algumas.&lt;br /&gt; - Infância remota: "Quando eu era pequeno".&lt;br /&gt; - Vida social: "No segundo grau, na época das festas", "Quando a gente jogava xadrez toda quinta".&lt;br /&gt; - Peculiaridades locais extremamente detalhadas impossíveis de serem confirmadas, talvez porque provavelmente só existam (pelo menos da forma descrita) na memória do narrador: "Naquele mercadinho que vendia bala que explode, na esquina da Barão, que já fechou faz uns cinco anos, lembra? Que tinha aquela janela esmeralda que parecia um vitral, que o Jona disse que achava que o desenho era uma mão e era um sapo..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontecimento&lt;br /&gt; Aqui a imaginação rola solta.&lt;br /&gt; Fatos comuns:&lt;br /&gt; - Certamente verídicos:&lt;br /&gt;     "Não aconteceu nada fora do normal";&lt;br /&gt;      "Fiquei com uma gordinha espinhenta e chata";&lt;br /&gt;      "Não fazia festa naquela época".&lt;br /&gt; - Provavelmente verídicos:&lt;br /&gt;         "Quebrei a janela do vizinho";&lt;br /&gt;         "Fiquei com aquela gordinha simpática";&lt;br /&gt;         "Meu pai não quis levar a gente na festa".&lt;br /&gt; - Talvez verídicos:&lt;br /&gt;         "Morreu um cara atropelado por uma carroça";&lt;br /&gt;         "Fiquei com aquela magricela peituda";&lt;br /&gt;         "A gente andou 10Km pra ir numa festa que era no trevo".&lt;br /&gt; - Provavelmente inverídico:&lt;br /&gt;         "Um policial deu um tiro de doze num caminhoneiro que estacionou bêbado na praça, arrancou o braço dele";&lt;br /&gt;           "Fiquei com uma guria tri-gata";&lt;br /&gt;         "Caminhamos 10Km até o trevo, desistimos de ir na festa, roubamos uma placa no trevo, carregamos até a cidade, os policias pegaram a gente e fizeram levar de volta. Deu uns 30 quilômetros numa noite, 20 desses carregando a placa!";&lt;br /&gt; - Mentiras deslavadas:&lt;br /&gt;          "Cara, pousou, assim, no quintal, brilhante! Parecia que tava pegando fogo, e desceram esses homenzinhos.... juro!"&lt;br /&gt;             "Fiquei com a miss", podendo variar até "com a Gisele Bündchen quando ela morava em Horizontina".&lt;br /&gt;            "Já fui preso, sabia?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na categoria Acontecimento, pode inventar o que quiser que vale. Se não valer, troque um dos itens anteriores por outra coisa completamente diferente.&lt;br /&gt;"Eu disse Cerro Largo? Eu quis dizer Três de maio";&lt;br /&gt;"Eu disse segundo grau? Eu quis dizer escolinha de futebol";&lt;br /&gt;"Eu disse que aconteceu comigo? Não, não, foi com um primo de um vizinho".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veremos no capítulo IV como direcionar a conversa para abordar os aspectos positivos da sua personalidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-7760327813197853638?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/7760327813197853638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/7760327813197853638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2007/12/o.html' title='O Manual da Conversa de Roda'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-8235107703804255056</id><published>2007-12-04T16:45:00.003-02:00</published><updated>2010-09-08T04:42:56.084-03:00</updated><title type='text'>Juro.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre que leio algo sobre a dor, me pergunto se os bons escritores escrevem sobre esse assunto com alguma coisa doendo. Acho que vou passar a me machucar pra ler, é o mínimo que eu posso fazer pra apreciar a leitura e o esforço dos caras. Essa é a minha história sobre a dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mancando feio, fui até o terminal, melhor caminhar agora que agüentar meia hora em pé no ônibus chacoalhante, e além do mais pra me segurar ia precisar erguer os braços e meu desodorante é uma merda e já estou fedendo. Vou mancar agora pra não sofrer depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sento bem em frente à porta de entrada do ônibus, segunda parada ainda dentro da universidade entra uma amiga, senta, conversamos. Menciono o pé, e falo como foi que aconteceu, e digo que vem acontecendo bastante. Brinco que aconteceu isso com um amigo meu, que não é nada pra se preocupar, ele teve que amputar os quatro membros mas a operação é indolor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais conversa, algum tempo depois, o pé vem à tona da conversa e ela diz: "não dá nada, só amputar e melhora". Mais conversa, ela passa à frente, passa a roleta, pra descer do ônibus. Ela não chegou à porta de saída ainda quando olho para o cara que estava sentado ao lado dela. Alemão, forte, camiseta branca e boné bege. Ele tem uma camiseta com um endereço de site: www.encontrodeamputados.com.br (e o site existe, pode crer).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Ah, não, o universo não faria uma sacanagem tão forte comigo. Não no mesmo dia que machuquei meu pé e ele dói tanto. O alemão levanta. Ele tem uma perna mecânica, é a esquerda, que estava fora de meu campo de visão (e da minha amiga) enquanto ele estava sentado. Me olha de canto de olho, com uma cara de brabo, deve achar que as duas vezes que falamos em amputar estávamos falando dele, como se alguém fosse escroto o suficiente pra brincar com isso nessa situação de propósito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas coisas sempre acontecem com um amigo de um amigo, e não estou falando de tráfico, mas de lenda urbana. Hoje foi comigo. Merda.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-8235107703804255056?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/8235107703804255056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/8235107703804255056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2007/12/na-hora-de-escrever-dor-sempre.html' title='Juro.'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-4705842230127316355</id><published>2007-02-15T14:10:00.000-02:00</published><updated>2007-11-13T16:41:02.384-02:00</updated><title type='text'>É importante saber deixá-las ir.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;     Quem começa falando é ele:&lt;br /&gt;  - Oi!&lt;br /&gt;  - Oi. - ela responde.&lt;br /&gt;  - Como é teu nome?&lt;br /&gt;  Sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Meia hora depois:&lt;br /&gt;  - Quero ir buscar algo pra beber.&lt;br /&gt;  - Ihh...&lt;br /&gt;  - Que foi?&lt;br /&gt;  - (Tô sabendo que você não volta. Então nem vai!) Nada. Vem cá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Meia hora depois:&lt;br /&gt;  - Vamos lá embaixo?&lt;br /&gt;  - Bora.&lt;br /&gt;  Chegando no ambiente que tem alguma luz, ela o examina da cabeça aos pés. Sorri.&lt;br /&gt;  - Mas tu é feio.&lt;br /&gt;  E sai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  E ele fica rindo, porque não há outra alternativa. Talvez o suicídio, mas quem é que perderia a oportunidade de receber um elogio desses mês que vem?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-4705842230127316355?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/4705842230127316355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/4705842230127316355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2007/02/importante-saber-deix-las-ir.html' title='É importante saber deixá-las ir.'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-116983936098216293</id><published>2007-01-26T17:06:00.001-02:00</published><updated>2010-09-06T00:27:01.357-03:00</updated><title type='text'>Fácil é fazer amigos em horas difíceis</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Aaaalô.&lt;br /&gt;- Alô, é da funerária?&lt;br /&gt;- Não... é o meu celular, é um celular particular.&lt;br /&gt;- Ah, desculpa. Sabe me dizer o número da funerária?&lt;br /&gt;- Depende. Quem morreu?&lt;br /&gt;- Como?&lt;br /&gt;- Quem é que morreu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis uma belíssima maneira de ensinar as pessoas a prestarem mais atenção quando discam o número da funerária, com uma grande chance (ou risco) de fazer novas amizades.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-116983936098216293?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/116983936098216293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/116983936098216293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2007/01/observemos-por-pelo-menos-5-minutos.html' title='Fácil é fazer amigos em horas difíceis'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-115464711132645591</id><published>2006-08-03T19:21:00.003-03:00</published><updated>2010-09-10T04:13:27.310-03:00</updated><title type='text'>Breve história da Idiotice Humana</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: georgia;font-family:georgia;font-size:100%;"&gt;Meados de 5000 A.C: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:georgia;font-size:100%;"&gt;O homem (imbecil ou não) como conhecemos ainda não existe, mas já engatinha a técnica da idiotice.&lt;br /&gt;É também neste período (cratecesonóico médio) que surgem as crateras médias e os primeiros filhos da puta, apontam os estudos feitos com base em pinturas rupestres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São construídas as três mais famosas pirâmides do Egito, obras monumentais que enaltecem todas as grandes qualidades do homem perante as adversidades da falta de tecnologia e, especialmente, a idiotice de empreender tanto tempo em uma só bobagem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: georgia;font-family:georgia;font-size:100%;"&gt;3500 A.C:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:georgia;font-size:100%;"&gt;Data deste período o fóssil de idiota mais antigo já encontrado. A paleontologia o chama de Id.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Id é um Quasens Sapiens (ancestral do Homo Sapiens), encontrado no território da atual Turquia, com altura aproximada de um metro e quarenta. O fóssil é encontrado no estômago de um tigre dentes-de-sabre e portando armas primitivas adaptadas para a caça de tigres. O que é, por si só, uma idiotice.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: georgia;font-family:georgia;font-size:100%;"&gt;1530 A.C:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:georgia;font-size:100%;"&gt;O primeiro registro idiota escrito que sobrevive até os tempos atuais é produzido pelos godos. Trata-se de uma carta, escrita por um homem e endereçada a uma mulher, inaugurando a comunicação entre os sexos e acabando de vez com o sonho da paz mundial.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: georgia;font-family:georgia;font-size:100%;"&gt;1 A.C:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:georgia;font-size:100%;"&gt;O povo do Reino Latino de Jerusalém, em especial de Belém, fica entusiasmado com o último ano sem Natal. O governador e déspota romano Herodes preocupa-se quanto aos impactos disto no comércio local e decide, como um perfeito idiota, mandar matar um monte de gente.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: georgia;font-family:georgia;font-size:100%;"&gt;Idade Antiga:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:georgia;font-size:100%;"&gt;A idiotice passa a ser considerada uma arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários monarcas tribais tornam-se idiotas e, com o tempo, a maioria dos estados organizados é governado por perfeitos idiotas. Felizmente (e em parte devido a idiotice da administração de Honório), com a queda do Império Romano do Ocidente, a idiotice passa a ser considerada, novamente pura idiotice; e os déspotas passam a ser novamente, em sua maioria, os filhos da puta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Note-se que várias pessoas, de vários povos (hebreus, egípcios, romanos, gregos, hunos, etruscos, godos, persas, fenícios e idiotas), morrem em milhares de conflitos de maior ou menor escala durante este período, num conjunto de batalhas denominado pelos historiadores (pelo menos pelo presente) de Guerras Idiotas da Idade Antiga.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: georgia;font-family:georgia;font-size:100%;"&gt;Idade Média:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:georgia;font-size:100%;"&gt;Surge o Império Bizantino, descendente direto do Império Romano do Oriente, embora este negue a paternidade. Vários idiotas de todas as partes do mundo rumam para Bizâncio, ex-Constantinopla, por virtude de vários boatos idiotas de que lá as pessoas não fossem tão idiotas. Segue-se a queda da dita cidade e do supracitado Império.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Peste Negra assola a Europa e mata dois terços da população, só poupando idiotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros acontecimentos da Idiota, digo, Idade Média são por demais idiotas para serem listados, de forma que os historiadores deixam de fazê-lo por mera preguiça ou idiotice; resumindo um rico período cultural (talvez o menos idiota da História humana) em uma expressão totalmente idiota: Idade das Trevas. Historiadores idiotas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: georgia;font-family:georgia;font-size:100%;"&gt;Idade Moderna:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:georgia;font-size:100%;"&gt;A industrialização leva à idiotice a produção em série, já que crianças enfurnadas durante dozes horas diárias numa fábrica (a idéia de empregar crianças foi um dos poucos méritos deste período) não podem fazer nada exceto cultivar sua idiotice latente, gerando adultos idiotas que atrasarão o progresso e gerarão crianças mais idiotas, assim acelerando-se a estabilização da idiotice num patamar permanentemente elevado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As novas artes fazem com que milhares de pessoas sintam-se idiotas por não entenderem o que idiotas auto-intitulados artistas produzem. Felizmente, ainda não há cura para a tuberculose destes idiotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As guerras revolucionárias fazem com que, num surto nunca mais repetido, várias pessoas saibam pelo que estão lutando: o direito de serem governadas pelos idiotas de sua própria pátria.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: georgia;font-family:georgia;font-size:100%;"&gt;Idade Contemporânea:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:georgia;font-size:100%;"&gt;Os historiadores idiotas decidem categorizar a história e, numa magistral idiotice conjunta, chamam seu próprio tempo de 'contemporâneo', i.e., "aquele que é do mesmo tempo, especialmente da mesma época em que vivemos". Morre a criatividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surgem os meios de comunicação em massa. Agora um simples idiota pode ser um idiota mundialmente reconhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cultura pop faz com que toda a idiotice seja reinventada, reciclada, redistribuída e transformada em filme.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: georgia;font-family:georgia;font-size:100%;"&gt;Internet:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:georgia;font-size:100%;"&gt;Faltam palavras. Maldita inclusão digital.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-115464711132645591?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/115464711132645591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/115464711132645591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2006/08/breve-histria-da-idiotice-humana.html' title='Breve história da Idiotice Humana'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-115351771326352972</id><published>2006-07-21T18:35:00.002-03:00</published><updated>2010-09-06T00:25:38.135-03:00</updated><title type='text'>Juízo Final, mais um diálogo na fila do</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;  - Mas que porra é esta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Eu que o diga. Tava em casa, fazendo porra nenhuma e tô aqui, fazendo porra nenhuma. O céu podia ser bem mais interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Que merda.. ? O céu? Cadê as nuvenzinhas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - É, é o céu, não seja idiota. Vai dizer que nunca viu uma dessas historietas ou piadas onde acontece o juízo final, duas pessoas famosas se encontram, fazem alguns comentários... aí, com uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;punchline &lt;/span&gt;engraçadalha deixam bem claro que eram Hitler e o Papa, Pelé e Maradona, etecétera. Qualquer um desses opostos extremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Nunca. E que porra é uma panchiláin?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Punch-line. É inglês. Porra, você é bem burro pra uma celebridade em uma piada de fila do dia do juízo final, hein.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Burro, não garoto! Ó o respeito! Eu já falava latim antes de você nascer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Ih, você provavelmente já era velho quando eu nasci. E mais: pára de brigar, senão a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;punchline &lt;/span&gt;não chega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Mas que merda! Não pode ser! Não posso ter morrido tão cedo... cadê minha mulher?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Sei lá. Deve estar no inferno, olha, vamos decidir logo essa história ou não vamos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Porra.. ainda sozinho, aqui. Caralho, casei com uma gostosa e mês depois juízo final? Só pode ser sacanagem. E a margarina que eu comia pra cuidar do coração?! Eu devia ter comido mais gordura, saco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Se fodeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Olha aqui, garoto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Chega, cara! Anda logo e diz aí quem você é. Deve de ter acontecido alguma coisa entre nós, ainda em vida, pra isso dar numa piada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Modere seu linguajar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Ué, você fica aí falando mais palavrão que eu! Vamos pra essa punchline pra você poder ir pro final da fila logo, olha aí, tem mais gente chegando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Uau... isso tudo é fila?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Sim, aparentemente eu sou o primeiro e... porra velho, quem diabos é você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Sou Antônio Justo Farias Gonçalvez. Com zê no final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Não conheço... por acaso você reconhece Henrique Dias Huinz  de algum lugar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Então passa logo que a piada deve ser com o próximo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-115351771326352972?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/115351771326352972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/115351771326352972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2006/07/juzo-final-mais-um-dilogo-na-fila-do.html' title='Juízo Final, mais um diálogo na fila do'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-113649733209346155</id><published>2006-01-05T19:30:00.003-02:00</published><updated>2010-02-11T18:33:19.271-02:00</updated><title type='text'>A Última Dedução de Dr. Stutt</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Por cerca de 20 anos, Stutt foi o mais prodigioso detetive de Little Biglleton. Nenhum mistério permanecia insolúvel frente à aparentemente interminável sagacidade de Dr. Stutt.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como de costume, ele enrolava os finos pêlos de seu bigode entre o indicador direito e o polegar esquerdo, levantando uma das sombrancelhas e baixando a outra em um ritmo que lembrava muito o mambo. Fazendo a careta internacionalmente reconhecida, proferiu as palavras que todos naquela sala esperavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por acaso você pode nos dizer o que fazia, durante a noite do crime e precisamente no mesmo horário, na sala de música, professor Wiggle?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wiggle agitou-se na cadeira. Pigarreou. Tossiu. Coçou o pescoço. Finalmente, balbuciou:&lt;br /&gt;- Sexo. Com a camareira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a dedução de Stutt foi por água abaixo quando a afirmação foi confirmada pela cor avermelhada que tomou o rosto da camareira naquele exato momento. O desmaio da dona da mansão e os gritos enraivecidos do doutor Mounserbourn - despedindo a camareira, que chorava aos prantos amparada pelo professor que dançava mambo ao ritmo das sombrancelhas, além de inventar alguns dos insultos mais utilizados no restante do século XX - deram tempo de Stutt criar uma nova teoria. Essa sim seria perfeita. Como tantas vezes no passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso só confirma - disse Stutt, sua voz sobrepondo a algazarra - que o assasino é alguém muito letrado e diligente. Alguém com astúcia e sagacidade, com determinação e hábil o suficiente para realizar um crime tão temerário... - dizendo isso, sua voz morreu. Baixou ambas as mãos e deitou-as em suas pernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando ao redor, Dr. Stutt percebeu que essas características não se aplicavam a ninguém dentre os suspeitos. A não ser...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fui eu - exclamou.&lt;br /&gt;Um olhar de reconhecimento malévolo, a famosa expressão de "eu deveria ter desconfiado" se refletiu em cada rosto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-113649733209346155?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/113649733209346155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/113649733209346155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2006/01/por-cerca-de-20-anos-stutt-foi-o-mais.html' title='A Última Dedução de Dr. Stutt'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-113353571462827460</id><published>2005-12-02T13:00:00.000-02:00</published><updated>2007-11-13T16:44:37.572-02:00</updated><title type='text'>Como cães e gatos.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;     Desculpas àqueles que esperavam comentários sobre as diferenças de opinião entre dois grupos sociais e aos zoófilos de plantão.&lt;br /&gt;Esse post só existe para propagar meu gosto culinário duvidoso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-113353571462827460?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/113353571462827460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/113353571462827460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2005/12/como-ces-e-gatos.html' title='Como cães e gatos.'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16105026.post-112749628042900658</id><published>2005-09-23T14:21:00.000-03:00</published><updated>2007-11-13T16:47:07.038-02:00</updated><title type='text'>Daddy Day Care</title><content type='html'>Uma vizinha me pagou R$200,00 para cuidar de seu filho. Aceitei. Eu adoro crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo corria bem até que, enquanto eu preparava a banheira (e o secador de cabelo) para o banho do pequeno demônio, ele se suicidou com várias pancadas nas costas e 14 facadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu ainda consegui processar a vizinha pelo dano moral e pelo sangue no carpete.&lt;br /&gt;Eu adoro crianças. Com tomate, eu adoro tomate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje uma criança furou a fila no mercado. Era a fila para idosos e deficientes físicos. Dei-lhe um chute no meio das costas (aqueles com a sola do pé) da infeliz e depois, em meio a aplausos e gritos de vivas, pisei no pescoço.      Depois, voltei a fingir que era deficiente físico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem 'filho é bom, mas é pra sempre'. Quem pensa assim é louco por achar que é bom, e provavelmente não é o feliz proprietário de um quintal e de uma pá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16105026-112749628042900658?l=naotenhotalento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/112749628042900658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16105026/posts/default/112749628042900658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naotenhotalento.blogspot.com/2005/09/daddy-day-care.html' title='Daddy Day Care'/><author><name>Gottin</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
